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quinta-feira, 1 de março de 2012

Sobre parto, maternidade, trabalho, amor e recomeços: um depoimento sobre a vida!

Fabiolla Duarte - mãe de Hari (1 ano e 10 meses) – concede um depoimento pra lá de especial ao nosso blog.

Emocionantes, comoventes e envolventes, as palavras de Fabiolla são palavras de mãe: ecoam, ficam no corpo, na alma, na pele e aguçam os sentidos. 

Em seu texto, ela compartilha pensamentos preciosos sobre o parto, a maternidade e a forma como se vivencia tudo isso no mundo de hoje. E, claro, fala sobre o empreendendorismo materno. “Quando uma mulher se torna mãe, geralmente com a sensação de vulnerabilidade vem também muita força e é essa força que tem transformando muitas mães em mães empreendedoras. Isso é um lindo movimento de valorização da maternagem”, diz.

Fabiolla é doula, terapeuta corporal e consultora de alimentação natural. Edita vários blogs sobre estes assuntos e um blog pessoal. Sua formação é de artista visual e educadora, e a transformação pela que passou foi tão profunda, que ela seguiu a trilha que a levou ao que faz hoje.


Leia abaixo, na íntegra, esta história tão especial!

Fabiolla e Hari
Tornei-me militante do parto humanizado depois do parto de meu segundo filho. Um parto domiciliar que curou algumas das grandes feridas de meu primeiro parto, sete anos antes, na Inglaterra. Foi o parto de minha filha, um parto normal hospitalar, com óbito e muita tristeza.

Comecei escrevendo em um blog, o diário de minha segunda gestação.  Muita coisa intensa dentro de mim e muita necessidade de organizar minha visão, minha experiência e meu medo.

Sempre escrevi. Aliais escrevo antes mesmo de saber escrever. Cresci escrevendo diários mentais onde eu narrava meu difícil cotidiano familiar, sempre dando versões mais positivas. Nessas versões, ao invés de filha, eu era a mãe, a mãe de muitos filhos.

Cresci esperando o dia de ser mãe.

Durante um pós-parto cheio de desafios e um tanto prolongado, foram os relatos de parto que, apesar de quase sempre me deixarem aos prantos por emoção ou pesar, me impulsionaram aos poucos para meu novo tema de estudo: o parto e a doulagem.  Entendia a cada dia que passava que, em mim, o parto de meus filhos ainda continuava, de alguma forma invisível, sem aquela dor física, sem o corpo se abrindo, mas com o coração lacerando, desafiando meu perfeccionismo, minha inflexibilidade, minha relação com o tempo e minha ansiedade, a questão da eficiência e a visão do cotidiano poeticamente desestruturado.

O parto enquanto importante rito de passagem da mulher na sociedade, e um dos últimos, foi ficando, em minha opinião, cada vez óbvio. Meu pensamento foi se aprofundando e minha observação mais aguda e minha intuição mais acordada. Para mim o parto é porta de transformação e a dor do parto é coisa linda. É transe da abertura, da passagem, da ponte daquela mulher que de menina vai virar mãe.  Fiquei apaixonada, quis ser doula de todo mundo.

Junto com meu estudo para tornar-me doula, fui buscando ferramentas para me auxiliar nessa caminhada. A massagem Garbhini Abhyanga (uma técnica indiana desenvolvida principalmente para gestantes), junto com o uso de Rebozo (técnica mexicana que utiliza um xale para auxiliar dores físicas nas gestantes e auxiliar o parto) e a presença de espírito e inspiração, foram me dando repertório para tocar no corpo da mulher, gestante ou não, que quer repousar, que quer fluir e que quer acordar para si mesma.

Meu filho foi crescendo e de um bebê que mamava o dia inteiro exclusivamente, passou a comer pratos inteiros cheios de comida. Foi essa comida que me fez voltar a ler meus antigos livros de alimentação natural, que me fez mais uma vez entender a importância de ser flexível e de relativizar quando pensamos em comida, em saúde, em indivíduo e em contexto social.  Nasceu o Comidinhas naturebas e junto com uma parceira de trabalho, o workshop sobre a introdução alimentos sólido para bebês, o Do Peito à Panela.


Minha formação anterior é de artista visual e educadora.  Passei alguns anos estudando em uma faculdade antroposófica na Inglaterra e sai de lá educadora Waldorf.  Desenho, arte e educação, tudo agora em mim se mistura de novas formas e se transforma em mãe, em doula e em pensadora.


Ser autônoma não é fácil. É ser equilibrista e ser mãe com ideais de unschooling ou desescolarização, ou melhor, ainda dizendo, educação ativa, é menos fácil ainda.

Significa ter um filho em casa, em casa, sem pressa alguma de colocá-lo em uma escola (ou quem sabe nunca fazê-lo) e ter o dia, apenas o dia, para trabalhar, para cuidar da casa e para estar com meu filho (ou pelo menos permitir que ele esteja com ele mesmo, se conhecendo e conhecendo o mundo).


O projeto é que a noite eu durma. Não é fácil. Coisa rara nos últimos quase dois anos, mas com uma boa dose de bom humor e muita organização, tenho conseguido inverter a ordem dos fatores e de noturna estou passando à diurna. Durmo bem mais cedo e acordo mais cedo para minhas tarefas. Eu mais descansada e meu filho com noites menos agitadas.


O lado bom disso tudo é que vejo meu filho crescer. E isso não tem preço.


Há dois dias, ele disse EU.  EU, já? Ele diz muitas coisas ultimamente que me deixam boquiaberta.  Muito interesse pela vida, muito interesse pelas pessoas e muita rapidez de aprendizagem.  Tem coisas que não têm preço. O esforço familiar aqui em casa é grande. Para nos manter e para manter nosso olhar de criança sempre aceso.  A idéia aqui é que nós, enquanto pais nos comuniquemos com nosso filho.  Qual é a língua que ele entende? Estamos aprendendo. A língua que ele fala eu tenho entendido e é muita linda mesmo. Ser autônoma para mim é poder assistir a vida se manifestando todo dia e trabalhar em todas as brechas possíveis. Tem valido a pena.


Quando uma mulher se torna mãe, geralmente com a sensação de vulnerabilidade vem também muita força e é essa força que tem transformando muitas mães em mães empreendedoras. Isso é um lindo movimento de valorização da maternagem.


Assunto fundamental para a grande revolução que se faz urgente no mundo e que aos poucos já acontece, mães que cuidam de seus filhos, mães presentes, mães que optam por partos respeitosos, mães que não tem pressa, mães, mães, mães; é a mãe que vem salvar o mundo da crise planetária de desamor. É o que eu acredito.


A cada nova mãe, um novo filho. Um novo tempo, pensamento e coração novos também.

Viva a mãe que vive em todos nós e viva a mãe que nos tornamos a cada dia.

Gostou do trabalho da Fabiolla?
Entre em contato com ela!
www.comidinhasnaturebas.blogspot.com                           

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais liberdade e valor social para as mães em 2012

Belíssimo texto das meninas do Cia das Mães.


para fechar 2011, resolvemos refletir sobre o que nós, mães, estamos vivendo, como estamos pensando e agindo, para onde estamos indo, quais os caminhos que se desenham para o futuro… e convidamos você a pensar junto com a gente!
vivemos tempos difíceis, em que a maternidade meio que perdeu seu valor social. mas os últimos anos têm mostrado que muitas mulheres estão ressignificando a maternidade a partir de seus próprios anseios, medos, erros e acertos históricos, inserindo-a, inclusive, no debate social e político dos nossos tempos.
este ano marcamos presença em manifestações públicas importantes, que ganharam a mídia e as redes sociais, levantando debates maternos na sociedade. apoiamos o protesto no masp, para impedir o fechamento do curso de obstetrícia da usp, e os mamaços, que reivindicaram o direito à amamentação em público.
sabemos que o impacto do progresso científico e da medicina sobre a humanidade trouxe enormes vantagens no sentido do bem-estar, da saúde e do prolongamento da vida, mas também promoveu nosso distanciamento de experiências genuinamente femininas. vem daí a força da nossa reação no sentido de retomar nosso protagonismo na condução dessas experiências e na conquista de espaços sociais mais valorizados para a maternidade.
a gestação e o parto se transformaram em eventos médicos, os cuidados e a educação dos filhos viraram conhecimento especializado, passaram das mãos das mulheres para as dos pediatras e educadores. o mesmo aconteceu com a amamentação e a alimentação natural e caseira das crianças, que vêm sendo substituída mais e mais por produtos industrializados. e a gente, onde fica? aonde vai?
nossas bisavós e avós eram donas de casa, criaram filhos, criaram maridos, muitas foram escravas dos desejos alheios, viveram presas, sem expressão de desejos individuais. indignada, a geração seguinte veio reivindicar liberdade, quebrou regras, ganhou independência e o mercado de trabalho. hoje, a mulher tem jornada tripla, trabalha, ganha dinheiro, às vezes é bem sucedida, criativa e independente… mas a grande maioria simplesmente não suporta mais a ideia de ficar em casa para criar os filhos.
viramos mães, queremos e precisamos voltar a trabalhar, a ser o que éramos antes, reconhecidas e incentivadas pela sociedade, mas quando voltamos ao mercado, parece que algo fica faltando, o coração fica apertado, ficamos divididas… o que fazer? ficar com os filhos ou trabalhar fora? sabemos que asperguntas e respostas são muitas.
essas são apenas algumas das questões complexas que fizeram movimentos femininos organizarem-se, principalmente a partir da internet, configurando um “ativismo” calcado em poderosas motivações pessoais. no brasil, cunhou-se o termo “maternidade ativa” para defender que as mulheres devem tomar para si as decisões relativas ao universo da maternidade: seus corpos, os cuidados com a saúde, o desenvolvimento dos seus filhos no momento de gerar, gestar, parir, amamentar, cuidar e educar.
é um o movimento que valoriza conhecimentos tradicionais, se apoia em evidências científicas sobre os assuntos que questiona, dá voz às experiências vividas por mulheres e fomenta o resgate da consciência feminina sobre a sua capacidade de protagonizar, usufruir e fruir destes momentos como atos naturais, fisiológicos e humanos.
houve um tempo em que defender estas ideias, seja no parto, na amamentação, na criação dos filhos, era ser “bicho grilo”, “hippie conectada com a mãe terra”, “natureba”. mas as evidências científicas publicadas com cada vez mais frequência (confira no final do post uma lista com alguns artigos bacanas publicados durante este ano, no nosso blog e em outros veículos) e a repercussão cada vez maior destas ideias na internet (que se confirma como um instrumento revolucionário de transformação também das questões feministas) têm feito com que cada vez mais mulheres entrem em contato, se identifiquem e multipliquem tais ideias. o que antes era visto como “coisa de gente alternativa”, cada vez mais se mostra como um “novo caminho”, não só possível, como “recomendável” pela ciência.
o parto natural, a amamentação prolongada, a cama compartilhada, o attachment parenting, o “não à palmada”, a educação construtivista (baseada em experiências e significações individuais) não são tendências novas, mas estão se popularizando e ganhando cada vez mais embasamento científico, o que as coloca em destaque nos assuntos relativos à maternidade e educação de filhos.
estamos cada vez mais “armadas” de informação pra defender ideias que antes eram exclusivas de alguns nichos estigmatizados da sociedade. assim, podemos, hoje, fazer opções mais embasadas, conseguindo pesar, numa balança mais realista, prós e contras de cada uma dessas opções.
o que fica mais evidente ao observarmos os últimos movimentos desta “maternidade ativa” é que ela vem sendo definida essencialmente por mulheres questionadoras. mulheres que, como você, como nós, não se contentam em ouvir o senso comum. modernas ou não, conservadoras ou não, que trabalham fora ou não, seguindo ou não alguma linha de alimentação ou de medicina alternativa (homeopática, antroposófica, o que seja), nós queremos, precisamos, desejamos e buscamos uma forma própria de maternar. somos mulheres de todos os tipos, com mil diferenças, mas temos algo em comum: queremos ser protagonistas na vivência da nossa maternidade e, por isso, questionamos sempre, nossas opções e nossas escolhas.
tomamos decisões conscientes, baseadas tanto em informações externas (livros, artigos, especialistas, médicos, evidências científicas, experiências e opiniões de outras mães etc.), quanto em nossos próprios sentimentos, instintos, intuições e crenças. não nos apoiamos só na ciência, só na religião ou só na intuição: queremos conhecer todas as informações possíveis, testar hipóteses, sentir e significar nossas próprias verdades porque sabemos que não existe uma verdade pronta, pura e imparcial. tudo é relativo ao sujeito que a significa.
tentamos encontrar nossos próprios caminhos, juntando uma coisa daqui com outra dali, balanceando os ‘yins’ e ‘yangs’, filtrando o bombardeio de informações (tanto da mídia tradicional quanto da mídia alternativa, do ativismo digital, dos grupos de mães, dos médicos, da igreja etc.), procurando ouvir nossas vozes interiores, sabendo vivenciar o bom e o ruim com a mesma intensidade, experimentando, questionando, testando hipóteses, errando, acertando e criando assim nossa própria maneira de maternar, 100% livre de obrigações e padrões.
nós somos o futuro e estamos conseguindo, pouco a pouco, construir um mundo mais bacana não só para os nossos filhos, mas para as próximas mães do mundo. queremos mais valor social para as questões maternas, mais liberdade para decidir como, quando e onde gerar, gestar, parir, amamentar, cuidar e educar nossos filhos.
estamos conseguindo, vamos conseguir! we can do it!
obrigada por nos acompanhar e um feliz 2012 para você e toda a sua linda família!
com amor,
dani, helô, kátia e roberta

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mãe ou profissional? Escolha os dois!

Bacana a pesquisa feita pela Revista Crescer.

São muitas as questões em jogo quando o assunto é maternidade e trabalho. A reportagem traz algumas destas dimensões. Vale a leitura.

Leia abaixo trecho. A íntegra você encontra aqui.

A apresentadora Angélica ficou apenas dois meses de licença-maternidade e, apesar de poder levar Joaquim para amamentar e de ser uma mãe que trabalha bem resolvida, ela confessa que se sentiu culpada. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, passou seis meses afastada do trabalho e quando deixou João Augusto no berçário pela primeira vez, desmoronou. “Passei por todos os dramas, chorei, me perguntei o que estava fazendo, enfim...” Foi difícil. Como foi para a estilista Fernanda Franken, que, após quatro meses de licença quando Davi nasceu, trabalhou quase um ano e decidiu que era hora de trocar de emprego. Pediu demissão da empresa e acabou montando, aos poucos e no seu tempo, sua própria confecção, em casa.

Se a grande maioria das mães que trabalha fora se sente culpada e queria mais tempo ao lado dos filhos, é na hora de deixar o bebê pela primeira vez e retornar ao emprego que essa culpa atinge seu ápice. OK, a gente sabia que esse momento chegaria – a pesquisa que CRESCER fez com 5.009 mulheres que são mães e profissionais revelou que 56% delas levaram em conta a carreira quando decidiram engravidar, mas mostrou também que 72% sentem culpa justamente por trabalhar fora. Afinal, por que a gente se sente assim?

Se formos simplificar bem, ficamos culpadas porque ainda temos como ideal o modelo antigo da maternidade, no qual a mulher cuidava da casa e dos filhos (e de si mesma) de maneira impecável e estava sempre muito perto da perfeição. Por querermos, hoje, atingir essa perfeição e ainda ter uma carreira de sucesso (afinal, se a Angelina Jolie dá conta...), nos sentimos sobrecarregadas, muitas vezes exaustas e, a cada dia, vamos acumulando funções. Claro que, ao tentar cumprir todos esses papéis, descobrimos que vivemos sem tempo e, infelizmente, não dá para esticá-lo.

Então, cansadas e culpadas, se alguém nos perguntar de imediato se querermos deixar de trabalhar, a resposta tende a ser sim! Mas, poucos minutos depois, a gente pensa melhor e descobre que talvez não seria feliz se não trabalhasse fora. Assim como não gostaríamos nem um pouco se nossos filhos acordassem de madrugada choramingando “papai, vem aqui...”, em vez de “mamãe”. É, somos geralmente mais rápidas, eficientes, organizadas, etc., etc., etc. (pesquisa da Universidade Tufts, nos EUA, mostrou que o comportamento maternal estimula a criação de novos neurônios em fêmeas de ovelhas e que o mesmo pode ocorrer em seres humanos!), mas também somos controladoras e gostamos desse “poder” que temos de sermos mães, profissionais e mulheres independentes. Ufa! Quanta coisa em um parágrafo, não é? Vamos por partes.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Grávidas e mães recentes: o que pode mudar na carreira?

O site Mamatraca fez um especial com mães e gestantes sobre o que pode mudar na carreira.

Confira os vídeos aqui.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jamila traduziu seu amor em trabalho e entrega

Jamila com Gael, de 6 meses

Jamila Maia é mãe e trabalhadora 24 horas. Vida de autônoma é assim mesmo. O tempo todo ligada nas suas atividades profissionais e maternas ao mesmo tempo, mas sabendo separar bem as coisas e dedicar-se a ambas com amor e competência. 

Tradutora e professora, ela optou por diminuir a carga de trabalho, mas não parar totalmente, para conciliar a carreira com os cuidados com o pequeno Gael, de seis meses. “Gosto de estar em casa, mas também prezo muito sentir-me útil e produtiva profissional e intelectualmente. Além disso, acho que deixamos um exemplo legal para nossos filhos, do nosso esforço para estar perto deles e ainda assim continuar trabalhando”, afirma Jamila.

Ela cuida do baixinho e atende clientes grandes, como a BASF, a Editora Abril e a Matrix (empresa indiana de telecomunicações). Tudo de seu home-office. E curte sua escolha. “O meio corporativo pode ser muito hostil para quem acabou de virar mãe. A legislação brasileira não ajuda (quatro meses de licença-maternidade e meia hora por dia até os seis meses para amamentar o filho – muito pouco!) e a visão dentro de muitas empresas ainda é de que a mãe é uma profissional menos produtiva”, diz.

Para ela, a solução de empreender tem sido positiva. O lado ruim, segundo Jamila, é a solidão. Mas o lado bom é recompensador e gratificante. No entanto, é preciso escolher com segurança esta opção, mesmo que ela não seja uma mudança super radical. “Escolha algo que você goste e saiba fazer bem, busque informações, faça um planejamento cuidadoso e confie na vida, mantendo-se aberta para as oportunidades que virão na sua direção. Quando você se move com amor, o mundo se move a seu favor também. Depois, basta administrar com responsabilidade”, aconselha.

Sábia Jamila!

Leia sua entrevista na íntegra abaixo.

Encontre os contatos de Jamila e outras mães empreendedoras no nosso banco de contatos. Participe da campanha “Contrate uma mãe empreendedora”.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? como funciona?
Jamila: Sou autônoma na área de idiomas desde 2008. Meu foco eram as aulas particulares de inglês, mas também sou tradutora há muitos anos. Durante a gravidez, sempre disse aos meus alunos que tão logo fosse possível eu me organizaria para retomar as aulas, porém bastou olhar para o rostinho do meu filho para saber que eu não queria me afastar dele tão cedo... Assim, redirecionei meu trabalho e fiz das traduções minha principal atividade atual.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Por enquanto (meu filho tem 6 meses), optei por reduzir meu volume de trabalho, uma vez que me propus a cuidar dele de modo integral. Porém, sinto-me realizada por ter encontrado uma atividade profissional totalmente conciliável com meu ritmo de vida desse momento. Além disso, não sinto muitas saudades do trânsito que eu enfrentava diariamente ao me locomover até os alunos [risos].

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom é poder estar com meu filho o tempo todo, não perder nenhum evento do seu desenvolvimento, amamentá-lo em livre demanda. Além disso, tenho um trabalho cujo volume pode ser modulado, se adequando ao meu momento de vida, o que é incrível.
O lado ruim é a solidão – o contato com outras pessoas acaba sendo bastante distante, via e-mail, redes sociais, telefone. Sinto falta de contato humano e venho buscando outras formas de obtê-lo, que não no trabalho.

O que é empreendedorismo materno para você?
Muitas vezes a maternidade é o empurrão definitivo para mulheres que já não estão muito satisfeitas com sua atividade profissional e querem encontrar uma forma de cuidar dos filhos  sem sair do mercado de trabalho. Gosto de estar em casa, mas também prezo muito sentir-me útil e produtiva profissional e intelectualmente. Além disso, acho que deixamos um exemplo legal para nossos filhos, do nosso esforço para estar perto deles e ainda assim continuar trabalhando.

Na sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
O meio corporativo pode ser muito hostil para quem acabou de virar mãe. A legislação brasileira não ajuda (quatro meses de licença-maternidade e meia hora por dia até os seis meses para amamentar o filho – muito pouco!) e a visão dentro de muitas empresas ainda é de que a mãe é uma profissional menos produtiva, que falta mais ou está com a cabeça em outro lugar. Além disso, há o sofrimento da mãe em se afastar do filho tão pequeno – esse foi o meu principal motivo, para não dizer que seria impossível encontrar babá ou berçário que trabalhe num horário tão atípico como o de um professor particular.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Positivíssimo! Li outro dia em algum lugar que as mulheres empreendedoras já superam os homens em número. Torço para que isso se reflita em um ambiente mais humano. Porém, o Brasil precisa lutar por um empreendedorismo mais descomplicado, com menos burocracia e impostos menos pesados.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Certamente. Não sou a principal fonte de renda da minha família no momento, mas gosto de saber que colaboro e que tenho a perspectiva de elevar meus ganhos.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Escolha algo que você goste e saiba fazer bem, busque informações, faça um planejamento cuidadoso e confie na vida, mantendo-se aberta para as oportunidades que virão na sua direção. Quando você se move com amor, o mundo se move a seu favor também. Depois, basta administrar com responsabilidade.

Gostou do trabalho da Jamila?
Entre em contato com ela!
www.tudosobreingles.blogspot.com
jamila.maia@gmail.com

sábado, 17 de setembro de 2011

Site Mamatraca reúne blogueiras e traz vídeos sobre maternidade

Cinco experientes blogueiras se uniram para lançar um site sobre maternidade que traz um formato inovador no Brasil neste segmento: o conteúdo produzido quase que totalmente em vídeo. O Mamatraca vai trazer temas diversos da maternidade apresentados sob o ponto de vista das blogueiras Anne Rammi, Camila Colla, Carol Passuello, Priscilla Perlatti e Roberta Lippi, que contarão também com a participação de mães, pais e especialistas convidados.

“Nosso objetivo não foi criar um site jornalístico, mas sim um conteúdo feito por mães e que fale sobre a maternidade real, sem aquela idealização do comercial de margarina ou do mundo das celebridades”, garantem as criadoras do site que, em seus blogs pessoais, contabilizam juntas uma média mensal de 100 mil acessos.

A produção e edição dos vídeos é feita pelas próprias autoras do Mamatraca, que conta com as seguintes sessões:

TRICÔ – A cada semana, três das autoras do Mamatraca se revezam contando suas próprias experiências e opiniões sobre temas relevantes e muitas vezes polêmicos do mundo materno, como a vida antes dos filhos, carreira, comportamento, viagens, escola, amamentação e outros assuntos.
MAMAVIEW – Uma idéia, uma câmera na mão... as Mamatracas registram passeios, eventos, restaurantes e demais atividades de lazer. Para os filhos, para as mães ou para ambos.
MAMATRACA QUER SABER – A cada semana uma enquete diferente. Uma pergunta em vídeo, para repercutir entre as leitoras durante a semana através do espaço de comentários.
COLCHA DE RETALHOS – Videos enviados por leitores e convidados do Mamatraca sobre um tema específico.

Sobre as autoras do Mamatraca:

Anne Rammi: Artista plástica e designer de interiores, trabalha em seu atelier enquanto cuida do primogênito Joaquim e espera o segundo da prole. Com a maternidade está descobrindo um maravilhoso mundo novo, registrado no www.superduper.com.br .
Camila Colla Duarte Garcia: Já quis ser advogada, foi professora de educação infantil bilíngüe, mas é psicóloga e decoradora de casamentos nas horas vagas. Curte em período integral a Manuela, de 4 anos, o Joaquim e o Pedro, gêmeos univitelinos de 3. Escreve o www.mamaetaocupada.com.br
Carol Passuello: gaúcha residente em São Paulo, mãe dos gêmeos Leonardo e Rafael, trabalha em uma consultoria de gestão. Viaja a América do Sul fazendo o que gosta enquanto as razões de sua vida ficam em casa com o pai. Autora do blog www.vinhosviagenseumavidacomum.blogspot.com
Priscilla Perlatti: é paulistana, ex-turismóloga, futura designer, há seis anos é mãe da Stella e há quase quatro anos é mãe da Lia, sem dúvida os acontecimentos mais incríveis dos últimos tempos. Autora do www.maededuas.com.br
Roberta Lippi: é jornalista em home office desde que teve a primeira filha. Paulistana, é mãe de duas garotinhas cheias de personalidade, a Luísa e a Rafaela.  Redescobriu a criatividade depois de ser mãe. Escreve o www.meuprojetinhodevida.blogspot.com

Informações para imprensa
Roberta Lippi
(11) 3045-1426 / 9655-6735
mamatraca@gmail.com
www.mamatraca.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Em busca do equilíbrio, Luciana abandonou a estabilidade

Grávida, praticando yoga
Pode parecer contraditório o jogo de palavras aí do título. Mas foi justamente isso que aconteceu com Luciana Carvalho. Ela trabalhava em um grande banco, era concursada, ganhava bem e tinha uma vida relativamente estável, com uma carreira que caminhava para transformá-la em pesquisadora. Formada em pedagogia, ela chegou a prestar um mestrado na área. Mas a gravidez a fez rever os planos e mergulhar no universo da maternidade. Praticante de yoga, ela resolveu direcionar seus estudos na área a gestantes e mães com bebês. Hoje, ela trocou aquela estabilidade financeira por um equilíbrio físico, emocional, familiar e profissional. É doula, educadora perinatal, professora de yoga e psicoembrióloga.

Depois de largar algumas certezas para investir em um trabalho do qual realmente gosta, que a satisfaz e permite que fique mais tempo com seu filho Ravi, Luciana está feliz com a empreitada e começa a colher frutos. A persistência foi uma de suas aliadas, pois o retorno financeiro não foi imediato. E é justamente esta força que ela afirma ser necessária a mães que querem mudar de direção na sua trilha profissional.

O lado bom? Acompanhar de pertinho o filho e ter mais flexibilidade. O lado ruim? Batalhar muito mais para ser reconhecida e ter que lutar muito para conciliar todos os eixos da vida: família, trabalho, lazer e tudo mais...

Como dica para mães que desejam empreender, ela deixa a seguinte: “em primeiro lugar, descubra o que realmente gosta de fazer. Depois, invista toda sua energia nisso, envolvendo toda a família neste projeto. Acima de tudo, estejam juntos nas conquistas!”. São muitos os caminhos para o equilíbrio. Cada uma descobre o seu. Este é o de Luciana.

Leia a entrevista completa com ela abaixo.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa. Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Luciana: Demorei para descobrir minha afinidade com os assuntos maternos. Meu sonho era estudar na USP e dediquei bastante tempo e esforço a essa empreitada. Escolhi um curso que abordasse o desenvolvimento do ser humano, seu processo de formação e socialização, o curso de pedagogia. Foram anos de muitos aprendizados, tive excelentes professores e me encantava pensar em cada fase do nosso desenvolvimento, desde a infância até a fase adulta. Estava envolvidíssima com a área acadêmica e pensar em ter filhos àquela altura era abandonar todo aquele tempo de dedicação (é assim que o universo acadêmico enxerga). Só depois de um processo seletivo para o mestrado em que meu projeto não foi aprovado decidi que iria dar um tempo e amadurecer mais a idéia. Neste tempo, foi aumentado meu desejo de ser mãe. Comecei a buscar informações sobre gestação, parto, pós-parto e descobri um universo fantástico, me apaixonei e percebi que pensar nisso me dava mais satisfação do que pensar em modelos de educação inovadores... Comecei a devorar livros e fui fazer meu primeiro curso de massagem para gestantes no Gama. Quando vi aquelas mulheres grávidas, aquela energia materna, mágica, inexplicável, descobri que iria me dedicar para isso. Já praticava yoga e decidi fazer um curso que me qualificasse a ajudar as gestantes. Fiz cursos atrás de cursos: educadora perinatal, doula, massagem, etc. Li livros e mais livros; vi filmes e mais filmes; assisti a palestras e mais palestras, até que decidi que queria vivenciar tal experiência, queria ser mãe! Nesta época, trabalhava no Banco do Brasil, um emprego estável, concursada, ganhando bem, mas não me sentia realizada por completo.

E a gravidez te fez mudar de rumo?
Luciana com seu filho, Ravi

Luciana: Engravidei na primeira tentativa. Passei toda minha gestação trabalhando no banco e conciliando com algumas aulas de yoga, pois já dava aulas para gestantes, em casa mesmo! Não estava preocupada em ganhar dinheiro. Queria experimentar, me desenvolver. Tive seis meses de licença maternidade mais um mês de férias e pensava em voltar para o banco... trabalharia seis horas e ficaria com meu filhote e ganharia um dinheirinho extra como professora de yoga. No segundo mês após o nascimento do meu filhote senti que não queria fazer mais nada além de pensar e viver a maternidade, a minha e a de outras mulheres. Tinha que ter um plano, tinha que ter muitas alunas para continuar contribuindo financeiramente em casa, afinal, tínhamos feito - eu e meu marido - muitas contas: financiamento de carro, apartamento, plano de previdência, plano de saúde...  Meu filhote com apenas dois meses saía comigo para participar das aulas. Quando era aula para gestantes, meu marido ficava com ele fora da sala; quando era baby yoga, eu fazia com ele. Foi um momento que tive que ir atrás de parcerias, até que cheguei no pediatra Cacá e perguntei se ele não queria me alugar uma sala. Ele foi maravilhoso, topou na hora, e eu estava crente que tudo iria acontecer rapidamente e que se tudo ocorresse como eu estava imaginando, talvez nem precisasse voltar para o banco. Gastei muitas energias no meu pós-parto por conta disso! Comecei a fazer atendimentos domiciliares, no Espaço Nascente (onde fica o consultório do pediatra Cacá) e em mais dois lugares, um no Ipiranga e outro no Butantã. Quando estava faltando um mês para voltar para o banco, meu coração começou a ficar apertadinho, não queria voltar, mas ainda não estava ganhando o suficiente. Para falar a verdade, estava bem longe de ganhar! E, agora? Não conseguia me imaginar na rotina do banco, estava gostando das novas conquistas, dos novos desafios. Minha decisão não foi nada racional. Coloquei na minha cabeça que iria dar certo, fiz umas contas malucas, convenci meu marido que era a melhor decisão e pedi uma licença sem remuneração. Hoje, depois de um ano, sinto que o retorno está chegando, meu trabalho está mais conhecido, eu estou mais conhecida no universo materno, mas ainda é tudo muito instável, o que eu acho que é o mais difícil de lidar, principalmente, quando se tem contas para pagar.

Hoje, você faria diferente?
Luciana: Apesar das dificuldades, não me arrependo e não volto para o banco. Já disse que posso abrir mão de muito mais coisas, se for preciso! Só não abro mão de fazer o que gosto, no tempo que quero e na companhia do meu filhote! Atualmente, dou aulas de yoga para gestantes e mães com bebês, sou psicoembrióloga, faço atendimentos domiciliares na gestação e no pós-parto, desenvolvo workshops sobre assuntos maternos e também tenho acompanhado partos. Voltei a estudar para prestar o vestibular em obstétrica e brinco um montão com meu filhote! Consigo ficar bastante tempo ao seu lado, vejo o sol nascer todos os dias e quando está uma chuvinha, vejo cada gotinha bater em minha vidraça...

Quais as facilidades e as dificuldades de empreender sendo mãe?
Luciana: O lado bom é que acompanhei cada fase do meu filhote, estive muito ao seu lado, vi quando sentou, engatinhou, comeu, andou, falou, riu, é maravilhoso! Também é bom fazer o que gosto e no que acredito. Para mim, isso me fez renascer e despertar uma Luciana que estava adormecida! O lado ruim é que é comum nos sobrecarregarmos, nos enchermos de tarefas e na dedicação com os filhotes. É também difícil fazer as pessoas reconhecerem nosso trabalho não-formal, mas o maior desafio é saber dividir o que é trabalho, os cuidados de si mesma, dos filhos, da casa, da vida social, enfim, saber equilibrar tudo isso para não viramos uma “panela de pressão”!

O que é empreendedorismo materno para você? 
Luciana: É buscar novas alternativas para se viver plenamente, viver feliz consigo mesma e com toda a família!

Na sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Luciana:  Eu acho que a maternidade é uma alavanca para colocarmos em prática nossos sonhos, realizarmos nossos desejos, pois desenvolvemos dentro da gente uma força e uma fé muito grande. Acredito que a questão não é apenas mais tempo para ficar com os filhos, mas sim, mais tempo fazendo o que gostamos, seja em casa ou no trabalho.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Luciana: É totalmente positivo sentir-se viva, realizada, em busca dos nossos ideais. É o que nos permite estarmos vivas e felizes!

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Luciana: Depende muito do que a mulher decide fazer. O importante é que desenvolva alguma atividade profissional que dê prazer, pois para estarmos bem com nossos filhotes não basta tempo, é preciso satisfação e prazer. Eu vivo um dilema de tempo versus trabalho. Acho que isso é ainda mais complicado no começo, quando há uma exigência de ter que ganhar dinheiro. É como qualquer negócio. Leva tempo para engrenar, para começar a vir o retorno, então, tem que ter dedicação. A idéia não é ficar grudada com os filhos 24 horas por dia, mas sim ter mais flexibilidade, respeitar seus limites e desejos, é ser compreendida no seu novo ritmo e na sua nova forma de ver o mundo.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora? 
Luciana: Em primeiro lugar, diria para descobrir o que realmente gosta de fazer. Depois, invista toda sua energia nisso, envolvendo toda a família neste projeto. Acima de tudo, estejam juntos nas conquistas!

Gostou do trabalho da Luciana?
Entre em contato com ela:
maternidadeorganica.blogspot.com
 (11) 8225-0459 e (11) 3875-7645
maternidadeorganica@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vida profissional: ser mãe e trabalhar em casa

Recebi hoje a newsletter do BabyCenter. Durante a gravidez foi uma fonte de informação bem bacana. E agora, segue sendo, trazendo questões da maternidade.

O boletim de hoje fala sobre trabalho em casa. Achei que valia compartilhar.
A página original está aqui.

Trabalhar em casa enquanto se cria filhos é um privilégio, mas requer bom planejamento e organização para render. Veja a seguir algumas considerações e sugestões sobre esse tipo de rotina. 

Como encontrar tempo para trabalhar 

Ter filhos pequenos é trabalho por si só, imagine então encontrar tempo para trabalhar profissionalmente enquanto toma conta deles. Haja fôlego! 

• Procure uma ocupação que se adeque aos horários em que está livre, como quando seu companheiro está em casa para cuidar das crianças ou quando o bebê está no berçário ou escolinha. 

• Como funciona seu relógio biológico? Se você é daquelas pessoas que ficam mais alertas do que nunca à noite, tente encontrar algo para fazer depois que seus filhos já estiverem dormindo. 

• Mesmo que tenha tido empregos superestressantes antes de ter filhos, considere agora uma atividade menos intensa para que prazos e cobranças não a deixem nervosa demais. 

• Não se imponha uma rotina rígida de trabalho, especialmente se estiver grávida ou planejando continuar a trabalhar em casa depois que o bebê nascer. Cada criança é de um jeito e não há garantia nenhuma de que seu filho vá querer dormir três horas durante a manhã, bem no horário que você destinou para trabalhar. 

• Não fique trabalhando a cada minuto que tiver livre em casa. É importante se permitir pausas para descansar e se distrair. 

• Difícil imaginar como vai sobrar tempo para fazer mais alguma coisa durante o dia? Faça por uns dias um pequeno diário de sua rotina. Será que não dá mesmo para cortar um pouco o tempo da TV, internet, telefone com as amigas ou email? 

• De vez em quando, vale a pena dar um gás no trabalho para ficar com aquela sensação de "dever cumprido". Vá até um cybercafé ou leve um laptop para um lugar gostoso e trabalhe sem ser interrompida por várias horas. 

Equipe de apoio 

Trabalhar em casa não é nada fácil e exige toda a ajuda que você puder obter de seu companheiro, familiares e amigos. 

• É bem mais fácil para qualquer pessoa ajudar se você fizer um pedido específico como "Você pode pegar o bebê no berçário hoje à tarde?", em vez de dizer coisas vagas como "Seria bom se um dia desses você pegasse o bebê no berçário". 

• Retribua favores e se prontifique para ajudar os outros quando puder. 

• Nunca se esqueça de agradecer, especialmente a familiares e amigos, por tudo o que fizerem. Expresse o quanto a ajuda é bem-vinda. 

• Se o dinheiro que ganhar com o trabalho possibilitar, considere contratar alguém para ajudá-la com as tarefas domésticas, mesmo que só alguns dias por semana. Esqueça aquela história de supermulher que dá conta de tudo sozinha, porque isso só leva a estresse e menos ânimo para curtir sua família. O mesmo vale para a possibilidade de colocar o bebê por meio período numa escolinha ou creche. 

Com quem os filhos ficam? 

Na maioria dos casos, mães que trabalham em casa acabam precisando de ajuda para cuidar dos filhos, seja em um berçário ou com uma babá, em especial se houver mais de uma criança em casa e à medida que o bebê cresce e fica mais ativo. 

• Considere a possibilidade que melhor se adapta ao seu orçamento e estilo de vida, para que possa ter algum tipo de rotina para se concentrar no trabalho sabendo que seu filho está sendo bem cuidado. 

• Se optar por uma babá, lembre-se de que haverá distrações quase que o tempo inteiro. Analise bem se você é o tipo de pessoa que consegue ignorar o barulho e o corre-corre a seu redor. 

• Não se prenda a uma única opção para sempre. As crianças mudam rapidamente, e algo que não parecia bom para quando o bebê era pequeno pode se tornar adequado à medida que ele crescer. 

Em busca do equilíbrio 

É sempre bom tentar se organizar para que as tarefas domésticas ou com comida não tomem todo o seu tempo. 

• Tente limitar a limpeza da casa a tarefas específicas a cada dia, e lembre-se que certas coisas são fundamentais e outras podem esperar. 

• Contrate uma diarista ou alguém permanentemente para aliviar a carga do seu dia-a-dia. 

• Procure deixar a casa relativamente arrumada (sem brinquedos espalhados pela sala, por exemplo) todos os dias, assim você se livra daquela sensação de morar na maior bagunça sem necessariamente ter que partir para uma limpeza pesada. 

• Distribua tarefas para os membros da família, mesmo as crianças menores. 

• Planeja as refeições com antecedência (algumas mulheres fazem uma lista do que comer em cada dia da semana ou até do mês), use seu freezer com inteligência e, quando cozinhar, já faça maior quantidade para que dê para dois dias. 

Montando seu escritório 

É difícil trabalhar bem sem ter um espaço próprio, mesmo que pequeno, para isso. 

• Se você não conta com nenhum ambiente específico, olhe em volta da sua casa para descobrir como pode adaptar algum espaço já existente. 

• Invista no básico: uma cadeira confortável, boa iluminação, uma mesa ou escrivaninha, gavetas para organizar seus papéis, estantes ou armários para armazenar material, acesso a um telefone e, dependendo do tipo de trabalho, um computador com conexão de internet. 

• O ideal é ter um lugar onde não precise tirar e pôr suas coisas diariamente. 

Como lidar com interrupções 

• Leve seu trabalho a sério, e os outros farão o mesmo. Por mais difícil que seja, diga não se amigas ou parentes constantemente solicitarem sua presença ou convidarem para programinhas sociais. 

• Seja realista a respeito das horas que pretende trabalhar, mas estabeleça objetivos semanais para que consiga medir sua produtividade. Se um dia acabar não trabalhando quase nada por conta de um filho doente, procure compensar no outro com uma esticada a mais durante a noite. 

• A vantagem do trabalho em casa é justamente a flexibilidade, por isso, se um dia da semana não rendeu muito por conta das interrupções, não se culpe e procure reorganizar os outros para terminar seus projetos. Peça ajuda do seu companheiro para conseguir cumprir prazos, da mesma forma que ele faz no trabalho "tradicional". 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Marina planta alegrias no seu quintal

Marina em ação, em um dos encontros
Marina Farkas Bitelman planta alegrias no seu quintal. Educadora perinatal, moderadora de conversas grupais, meditadora, formada em respiração consciente, coach, ela coordena encontros para gestantes e mães com bebês e crianças no espaço Alegrias de Quintal, que fica na Vila Madalena, em São Paulo.

Formada em Ciências Sociais na USP e com mestrado em Administração Pública na FGV, Marina trabalhou com grupos de economia solidária e com moderação de atividades grupais. Depois de ter vivenciado duas gestações, ela afirma que o que a realiza é a criação de ambientes para trocas entre pessoas, especialmente entre mulheres e com o tema da maternidade. “Foi uma opção difícil deixar de trabalhar com a economia solidária, pois eu lidava com um público formado majoritariamente por uma população de baixa renda. Era um trabalho militante, que eu deixei para me realizar profissional e financeiramente fazendo outra coisa”, conta Marina.

E esta outra coisa tem também uma veia generosa: a de compartilhar sabedoria e de promover encontros que retirem as mulheres de uma condição de solidão ao viver suas histórias de maternidade ou de busca dela. Estas mulheres precisam de espaços de troca, coletivos, para sair de seu isolamento, e para evitar que se sintam menos competentes ou inseguras como mães. “Temos necessidade de estar em grupo, com outras mães, nos apoiando e nos fortalecendo”, diz Marina.

Colhendo sucesso
A semente da virada foi plantada após o nascimento de sua primeira filha e depois de uma viagem pelo mundo com o companheiro, Beto. “Foi na Escócia, na comunidade de Findhorn, que conheci a técnica do sharing. As pessoas criam um ambiente de confiança e de intimidade com uma técnica que pode ser usada em ambientes de trabalho e de compartilhamento de experiências”, explica. Foi esta técnica que ela trouxe para os encontros no quintal. A técnica consiste em compartilhar os sentimentos naquele momento com as demais pessoas do grupo. A idéia é que cada um conte o que quiser, sem intervenções ou julgamento, mas com uma facilitação.

“Nesta viagem, me dei conta de que precisava trabalhar com algo  que percebesse a pessoa como um todo”, conta Marina. Ela aliou então o seu desejo à experiência que já possuía com grupos e a novas formações, que buscou para ampliar seu repertório de trabalho com grupos de mulheres. Buscou a formação em renascimento e em coaching, como educadora perinatal e em psicologia perinatal e outras. “Todas estas formações contribuíram e me deram segurança para eu me sentir apta para este trabalho’, diz.

Conhecer-se em grupo

Nos grupos, além do sharing, são realizadas técnicas de relaxamento, visualização e mentalização ou meditação. “O grupo não substitui atividades físicas ou terapêuticas, mas é um ambiente para troca e reconhecimento. A idéia é criar um espaço de liberdade para que cada pessoa entre em contato com suas questões e seus caminhos, fazendo escolhas cada vez mais conscientes”, conta Marina.

Alguns temas são trazidos aos encontros, como cuidados com bebê, amamentação, preparação para o parto, mas em geral, os assuntos são levantados pelas participantes. “É importante tratar de alguns temas, porque é necessário que as nossas escolhas sejam conscientes e partilhar conhecimento, mas os encontros são livres”, explica.

Os encontros são semanais e funcionam com sistema de mensalidades.

Curtiu o trabalho da Marina?
Entre em contato com ela.
(11) 9236-3432
marina.alegrias@gmail.com


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Uma oportunidade de protagonizar a própria vida

A mãe e psicóloga especialista em atendimento a mulheres no pós-parto, Cris Toledano, concedeu uma entrevista ao nosso blog.

Ela conta que, para ela, empreendedorismo materno não é apenas um novo empreendimento profissional, mas algo que vem de dentro, uma ação que brota da mulher e que faz sentido para ela. Cris explica que é comum na gestação ou na maternidade as mulheres passarem por revisões e que esta é uma oportunidade de se apropriar da própria vida e encaminhá-la de um jeito mais protagonista.

Veja o vídeo na íntegra.

Entre em contato com a Cris
http://cristoledano.blogspot.com/
3865-7557 - 9966-2314
cristoledano@hotmail.com

domingo, 31 de julho de 2011

Coaching: um processo de auto(re)conhecimento

Foram dois dias de reflexões profundas. Estive presente no Workshop de coaching para mulheres promovido pela Anna Marcia Gallafrio, do Natural Coaching.

O workshop, segundo Anna Marcia, é um convite à reflexão e ao autoconhecimento. E, de fato, é isso que acontece. Com dinâmicas e ferramentas próprias e uma metodologia leve e ao mesmo tempo eficaz de conduzir as discussões, a facilitadora promove reflexões ricas e profundas sobre a vida das participantes, seus modos de se relacionar com outras pessoas, com o mundo e consigo mesmas.

A expectativa é de que as participantes consigam atingir o estado de vigilância psicológica que é objetivo do processo de coaching. Claro que nada é automático, vai ser preciso muito tempo para digerir tanto aprendizado...

Mas o que ficou marcante pra mim – que fui apresentada ao coaching nesta ocasião e já me apaixonei - foi a possibilidade de o auto(re)conhecimento permitir que você se antecipe a seu modo de agir “padrão” e fuja dele em situações que isso pode te sabotar.

Para chegar a isso, trabalhamos questões como comunicação, valores pessoais, estados de ego e gestão de mudanças, passando pela interessante discussão de “quem é o seu sabotador”?

A vigilância deflagrada pelo processo de coaching pode ajudar especialmente em momentos de mudança e tomada de decisão. Por isso, a relação com a gravidez e a maternidade, que são momentos que, se vividos com intensidade, podem ser “gatilhos” de grandes, profundas e perenes transformações e conquistas, tanto internas quanto externas.

Em entrevista, Anna Marcia fala sobre esta relação entre o coaching e a maternidade. Ela afirma que a gravidez e a maternidade são momentos em que é comum a mulher olhar pra si e se repensar e por isso é comum também repensar o eixo profissional. “O coaching dá asas para este borbulhar e oportunidade para organizar as coisas e obter respostas sólidas, que venham da própria pessoa”, explica Anna.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Maternidade vira fonte de inspiração para empreendedoras

O empreendedorismo materno começa a ser assunto mais frequente nos meios de comunicação.

Vejam esta notícia publicada no Vila Mulher, canal para mulheres do portal Terra.

Conciliar trabalho e criação dos filhos é um grande desafio para as mulheres atuais. Muitas param de trabalhar ou decidem procurar um emprego que lhe permita ter mais tempo com a família.

Foi justamente o que fez Roberta Landmann. Após o nascimento da filha Sofia, em 2008, ela decidiu deixar de lado a vida de publicitária e montou o site YOUandME, um e-commerce de produtos educativos. Assim, passou a acompanhar o crescimento da menina e ser a mãe presente que tanto queria.

Quando Sofia nasceu, Roberta estava no mercado publicitário há 10 anos. Curtiu intensamente os quatro meses de licença-maternidade, mas conforme a hora de voltar ao trabalho chegava, ela ficava preocupada, pois não queria passar muito tempo longe da filha. "Fiz um acordo com a agência de trabalhar apenas no período da tarde. Fiquei um ano neste esquema, mas mesmo assim eu sentia o peso de passar longas horas sem ver a Sofia e de chegar à noite e encontrá-la dormindo", lembra.

Foi então que a publicitária começou a sentir vontade de ter seu próprio negócio, ser dona do seu tempo e gastar as horas longe da Sofia com algo que estivesse mais conectado com o seu momento de vida. Assim nasceu a marca YOUandME. "São kits de atividades para pais e filhos se divertirem juntos, ajudando a transformar o momento de brincar em um tempo especial e de qualidade. Fiquei super empolgada com a ideia. Foi o empurrão que faltava para me dar coragem de jogar tudo para o alto e começar diferente", revela Roberta.

A ideia de montar os kits surgiu quando Sofia tinha oito meses. "Um dia, eu a levei para nadar pela primeira vez. Ela ficou exausta e dormiu o resto da manhã. No começo, fiquei chateada por não ter curtido mais horas com ela, mas depois percebi que aqueles poucos minutos foram tão especiais que valeram mais do que três horas juntas", conta Roberta. Assim, os brinquedos foram criados sob este conceito: permitir que pais e filhos brinquem juntos, mesmo que seja apenas 30 minutos.

Os brinquedos, preparados com a orientação de orientadores e psicólogos, são entregues em todo o país. Entre os brinquedos estão CDs de música para recém-nascidos, kit para cozinhar, com avental, livro de receitas e utensílios coloridos, esteira para brincadeiras ao ar livre, livros de histórias e capa para amamentação. "Meu objetivo é aprimorar cada vez mais essa loja e divulgá-la para que se torne o principal canal de vendas e relacionamento com os clientes da marca".

Mas não pensem que o negócio próprio resolveu os problemas de Roberta num passe de mágica. Para ter a vida que desejava, a publicitária precisou de muito planejamento. "Hoje meu horário é flexível. Na parte da manhã, Sofia vai para a escola e eu aproveito para trabalhar, cuidar de mim e da casa. Depois a busco e almoçamos juntas. Retomo o trabalho e ela vai com a babá para alguma atividade (brincar no parquinho, natação, etc)", conta.

No final da tarde, a empresária reserva mais duas horas para brincar com a filha. E enquanto Sofia janta e toma banho com a babá, Roberta trabalha. "Mais tarde, eu volto a ficar com ela para contar histórias, conversar e colocá-la para dormir. Então chega a minha vez de relaxar e curtir o meu marido. Tentei organizar o meu dia de uma forma que todos os pilares da minha vida estivessem bem equilibrados e que Sofia sentisse a segurança da minha presença em momentos-chave da rotina dela".

No fim de semana, as atividades são em família. São idas ao clube, parques e teatrinhos infantis. E nas férias de Sofia, nos meses de janeiro e julho, Roberta trabalha remotamente e viaja com a filha para Ilhabela, litoral norte de São Paulo.

As experiências de Roberta com a filha não resultaram apenas na loja virtual. No blog "Brincando com Sofia", a empresária divide seus conflitos e sentimentos com outros pais. "De certa forma, ele completa o trabalho que faço com a YOUandME", acredita.

Por Juliana Falcão (MBPress)

Leia mais: Trabalhar em casa com os filhos

domingo, 17 de julho de 2011

Workshop de coaching para mulheres

O workshop é oferecido para mulheres que buscam espaço para refletir sobre as mudanças vividas com a chegada da maternidade.

Estão em pauta a posição da família e do trabalho se reorganizando, a comunicação entre os membros da família e a comunicação da mulher consigo mesma. A facilitadora do grupo, Anna Gallafrio, apresenta reflexões individuais e momentos em grupo. O objetivo é permitir o crescimento pessoal e oferecer espaço/tempo para as reflexões da vida da mãe.

* Quando fazer: O ideal é que a mulher assista o workshop quando sentir vontade de pensar nela: seja diante dos desafios da gravidez, durante a licença maternidade, ou depois.

* Horários e dias: O workshop será oferecido dias 30 e 31 de Julho, sendo sábado das 9h às 17h e domingo das 10h às 17h, com intervalo para chá e café(incluido) e almoço (não incluído no valor)

* Local: GAMA – Grupo de Apoio à Maternidade Ativa – R. Natingui, 380 -Vila Madalena   www.maternidadeativa.com.br

* Preço: R$250 até 15/07 R$ 280 até – 29/07

* Curso para mulheres. Pedimos que providenciem um cuidador para bebês.

* Programa:

1) Um panorama da sua vida HOJE e uma projeção para daqui 12 meses
2) Formação e transformação do EGO: ser criança X ser adulto
3) Você x seu sabotador: desvendando o inimigo
4) valores: quais os seus?
5) estilos de trabalho: pontos fortes e limitações em cada estilo
6) atitudes básicas nas relações humanas

* Para se inscrever:
1) Reserve a sua pelo email anna.gallafrio@gmail.com
2) Faça o depósito na seguinte conta:
BANCO SANTANDER
Ag:0120
C/C: 01052329-5
CPF: 221.885.998-02
Rodrigo Alves Escudeiro Giovannetti
3) Passe um email para anna.gallafrio@gmail.com informando a data do depósito, o valor e o nome de quem estará presente no curso e telefones de contato.

* Informações adicionais: www.naturalcoaching.blog.com
Tel: 11-8537-0372

Maternidade e trabalho (em espanhol)



A la mayoría de las mujeres nos resulta muy arduo lidiar con la continuidad de nuestro trabajo y con la crianza de los niños al mismo tiempo. No es que esto sea imposible, es que depende de dónde hemos desplegado nuestra identidad antes de arribar a la maternidad. Trataré de explicarlo.

Hoy en día las mujeres hemos conquistado las calles. La era industrial y la entrada al Siglo XX, nos han abierto las puertas para acceder al mundo del trabajo, las universidades, las profesiones, el dinero, la política, el deporte y el pensamiento independiente. Tal vez las mujeres más jóvenes lo sientan como algo natural, pero las más maduras sabemos que es un merecimiento histórico tardío. La realidad es que las mujeres hemos sido obligadas a desarrollar aspectos emocionales, vinculares y de comunicación más acordes a la energía masculina, para adueñarnos de un lugar en el mundo externo. Y lo hacemos cada vez mejor. Así, a lo largo de las últimas dos o tres generaciones, las mujeres hemos sido finalmente miradas, reconocidas y apreciadas en ese lugar bien visible: el trabajo o el ámbito social. A partir de allí sentimos que comenzamos a existir. No es poca cosa.

Simultáneamente, bien lejos de esas sensaciones cargadas de adrenalina, cigarrillos y café, subsiste cada tanto ese misterioso deseo de engendrar hijos. A veces de un modo tan inconciente que el embarazo aparece sin haberlo llamado a nuestra vida. Pero un día allí está. Puede convertirse en un instante mágico que nos potencia y nos hace florecer. Nos ilusionamos con ofrecer al futuro hijo todo lo que no hemos recibido en nuestra infancia. En el mejor de los casos nos preparamos. Damos a luz. Y de un día para el otro nuestra vida da un vuelco, a veces de un modo no tan dichoso como habíamos imaginado. El niño nos sumerge en un mar de tinieblas, nos arroja al destierro lejos del mundo donde suceden las cosas interesantes, perdemos el tren de lo que habíamos asumido que era la verdadera vida. Desaparece el mundo social, el tiempo, las conversaciones entre adultos, el dinero, la autonomía, la libertad, en fin, desaparecemos como individuos valorados por los demás. Justamente, sentimos que dejamos de existir.

Allí aparece una enorme contradicción interna sin que tengamos verdadera conciencia de ello. Amamos a nuestros bebes pero deseamos escapar del infierno. Queremos criarlos con amor pero necesitamos desesperadamente volver a ser nosotras mismas.
Nuestro “yo” se perdió entre los pañales.

El malentendido que compartimos las mujeres modernas es creer que nuestro “yo” está sólo en el trabajo. A decir verdad, una parte de nuestro ser efectivamente se ha desarrollado allí. Pero otra parte de nuestro ser interior está escondido y permanece irreconocible para nosotras mismas. No lo hemos alimentado y tampoco lo hemos entrenado para convivir con nuestras otras partes tan codiciadas y aplaudidas. Por eso, esa porción de “yo” está desencajada. No hay público que la valore ni que la admire. A veces ni siquiera hay quien la tolere.

Ese es uno de los motivos por los cuales -más allá de las necesidades económicas o los compromisos laborales asumidos antes del nacimiento del niño- regresaremos al trabajo velozmente bajo todo tipo de pretextos que serán avalados por toda persona responsable y seria. El trabajo nos salva. Nos devuelve la identidad perdida. Nos coloca en un estante visible y ordenado a la vista de todo el mundo. “Somos” empleadas, secretarias, abogadas, redactoras, cuidadoras, médicas, ingenieras, bailarinas o cocineras. Poco importa. El hecho es que “somos” algo que tiene nombre y lugar para coexistir en la sociedad.

Ahora bien, el niño ha quedado en muchos casos, insatisfecho. No tanto por las horas que las madres estamos ausentes. Si no a causa de la carga de identidad, valoración y deseo que las madres ponemos cada día en ese “afuera” salvador y dador de identidad. Está claro que “afuera” logramos “volver a ser” y “adentro” con el niño en brazos y solas, nos tornamos invisibles.

Por eso solemos creer que la maternidad y el trabajo son incompatibles en cierto sentido. O mejor dicho, creemos que si esperamos ser excelentes madres, será a costa del trabajo donde perderemos beneficios y crecimiento a causa del tiempo que nos insume la dedicación al niño. Y si queremos ser excelentes trabajadoras, dedicadas y con la energía dirigida al ámbito laboral será a costa de un vínculo más pobre con el niño pequeño o bien delegando su crianza en otras personas.

Es una encrucijada que compartimos hoy en día las mujeres que tenemos niños pequeños. El desafío está en la capacidad de construir una profunda conexión emocional con el niño y con la totalidad de nuestro “yo interior”, teniendo en claro que la identidad tendremos que reformularla en base a nuestros recursos emocionales. Es de adentro hacia afuera. En ese caso, tal vez sea posible seguir trabajando, si es nuestro deseo o nuestra necesidad, sin que el niño tenga que pagar los precios del abandono emocional. La diferencia reside en utilizar el trabajo como refugio o salvación ante nuestra discapacidad para entrar en relación afectiva con los hijos, o bien en desplegar nuestra nueva identidad de madres en la invisibilidad de la vida cotidiana con los niños pequeños sin lastimar el vínculo con ellos, trabajemos o no.

Concretamente, no es el trabajo en sí mismo lo que nos impide ahondar en la relación afectiva con nuestros hijos, sino nuestra capacidad o discapacidad emocional.