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terça-feira, 17 de abril de 2012

Para Sara, da Animatech, a maternidade trouxe criatividade e flexibilidade


Sara com Leonardo
Sara Raquel da Silva conta a sua história em um belo depoimento. Ela explica que depois da maternidade do hoje adolescente Leonardo Gabriel, a sua noção de tempo e processo mudou. E, com isso, seu trabalho também.

Psicóloga clínica de formação, ela passou por um momento de transformação e hoje está à frente da Animatech. “O nascimento do Leonardo e a escolha por viver uma maternidade presente me levaram a buscar alternativas de ação que considerasse esse modelo de relação”, explica.

Com o tempo, ela conta que ganhou flexibilidade e criatividade. E deixa uma dica para mães empreendedoras que serve para todas as mães. “Educo meu filho para a autonomia, para o protagonismo. Então, tornei-me uma mãe que busca tornar-se dispensável – no momento certo”, diz.

Confira a íntegra do depoimento de Sara abaixo.


Meu nome é Sara Raquel da Silva, sou psicóloga clínica, autodidata e pesquisadora entusiasta do comportamento humano. Grata mãe do adolescente Leonardo Gabriel.

Iniciativa solo

A escolha e a decisão de tornar-me profissional liberal alimentaram o meu desejo de assumir responsabilidades e ser independente, a minha motivação para a autorealização me ensinou a conviver com as incertezas e riscos pertinentes à dinâmica da atividade inicial – clínica com abordagem psicanalítica.

O gosto por pessoas, pelo trabalho com e para as pessoas, e a busca frequente por informações permitiu uma tranqüilidade na revisão da abordagem inicialmente escolhida, no período em que pensei em engravidar. A minha noção de tempo e processo estava mudando e com isso o meu trabalho também.

O nascimento do Leonardo e a escolha por viver uma maternidade presente, me levaram a buscar alternativas de ação que considerasse esse modelo de relação. A decisão por convívio direto e frequente com o meu filho levou-me a entender a importância de criar outro ritmo no processo psicoterápico. Nesse momento o computador, a internet e o telefone móvel começam a fazer sentido e criar uma diferença na minha vida. Precisava de agilidade e queria manter a qualidade. Assim, o acesso à tecnologia cumpriu o seu papel. Mais recentemente as redes virtuais fortaleceram ainda mais a importância do uso da revisão de mais um paradigma: o uso da tecnologia como estratégia de negócio.

Queria trabalhar com saúde, menos curativa, mais preventiva, promover saúde e vitalidade, num momento de vida em que vitalidade era a minha principal experiência. Apaixonei-me pela maternidade e voltei aos estudos no universo de TI e suas necessidades de recursos humanos, enquanto aprendia extensamente tolerar frustração, ao estabelecer contato com os novos limites da realidade da pessoa-mãe que se reorganizava numa nova profissional.

A noção de tempo em uma empresa é bastante diferente do tempo na clínica, e a minha ação como terapeuta foi favorecida e modificada por essa passagem. Tudo porque queria tempo para conviver com o meu menino, por isso aprimorei e revi o meu conceito de foco, questionei os meus conceitos sobre resultados, contratos e negociação - temas só agora valorizados na área de saúde mental e de desenvolvimento pessoal. Ganhei flexibilidade e criatividade.

Paradoxalmente a construção dessa reinvenção exigiu bastante do meu tempo.

A mudança do orçamento familiar com o novo integrante me levou a respeitar o dinheiro e gerenciar riscos no exercício de atividades onde o conhecimento imperfeito do futuro é parte da dinâmica. Precisei aprender a administrar meu consultório como um negócio.

Delineei um portfólio de serviços que foi construído ao longo dos anos, com a ampliação e consolidação dos meus conhecimentos do ramo de atuação e seu contexto, enquanto buscava a melhor dinâmica auto-geradora de trabalho e retorno financeiro.

Portfólio com soluções voltadas ao desenvolvimento pessoal: coaching vocacional e universitário; de carreira e pessoal.  Abordagens pontuais para circunstâncias bem definidas e voltadas ao resultado.

Em parceria

Com a Animatech, empresa de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), estabeleci uma parceria onde realizo o mapeamento de competências através de inventários e testes. Emito laudos e crio programa de desenvolvimento pessoal (PDI).

O meu sonho de intervir positivamente na realidade visando à promoção de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal precisava de um plano de ação, precisava materializar-se em um formato, e a criação do portfólio foi a saída encontrada.

O lado positivo é a autoconsciência do que sou capaz de gerar e suportar com o conhecimento que consigo co-construir e o lado negativo é que essa capacidade ainda está centrada em mim.

Deixo a seguinte dica: Atualmente educo meu filho para a autonomia, para o protagonismo.

Então, tornei-me uma mãe que busca tornar-se dispensável – no momento certo.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ursula: de educadora a distância a mãe empreendedora presente!

Ursula e Marina
Ursula Fernal é uma mãe empreendedora recente. Mas já tem na ponta da língua um dos motivos que move as mães a optarem pelo empreendedorismo como sistema de trabalho: a falta de condições do mercado de trabalho “tradicional”: “Infelizmente, em nosso país ainda não há apoio suficiente para as mães no mercado de trabalho. Quando em uma entrevista, por exemplo, é dito que se tem um filho pequeno, logo vem a preocupação de com quem ficará e como será se ficar doente”, afirma.

A mãe de Marina (10 meses) está – junto com sua mãe – à frente da TrinKa Brasil: Nome forte para pequeninos grandes - Roupinhas Diferentes para Bebês de 03 meses a 2 anos. 

Educadora de formação, ela antes (e desde 2004) trabalhava com educação a distância e atuou em uma grande corporação de 80 mil funcionários, desde 2009. “Um pouco antes de acabar a minha licença de apenas quatro meses, eu realmente sabia que não queria voltar para o mundo corporativo e deixar a minha filha. Mas também sabia que, como uma workaholic, não ficaria sem trabalhar jamais”, relembra.

Foi quando, segundo ela, naturalmente, sua mãe (que já trabalhava com confecção e fez todo o enxoval da neta) resolveram unir forças e lançaram a Trinka Brasil. Para Ursula, empreendedorismo materno é o que vem conseguindo fazer à frente da empresa e nos cuidados com a pequena Marina. “É ter ou estar a frente de seu próprio negócio podendo conciliar o melhor "negócio" de todos: A MATERNIDADE!”.

Ela deixa alguns conselhos para outras mães que desejam empreender: “Primeiro de tudo: não ter medo! O medo paralisa! Acreditar em si mesmo e mostrar à família e amigos que tem algum dom (descobrir qual é, claro!) e contar com o apoio das pessoas. E o famoso clichê é sempre válido: não desistir!”.

Veja a entrevista completa de Ursula para o nosso blog.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Ursula: Minha mãe, Iolanda, tem uma confecção há mais de 20 anos. Sua especialidade era roupas femininas e também uniformes, mas como ela é muito criativa, chegou a desenvolver uma marca de roupas de academia e sempre inovou neste mercado. Prova disso é que quando eu fiquei grávida, ela, claro, criou a maioria das minhas roupas e aí também descobriu mais uma aptidão. Logo na sequência começou a fazer umas roupinhas para a netinha, que na época nem sabíamos que era uma menina! Quando Marina nasceu já tinha um enxoval completo feito pela vovó!

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Eu sou educadora e trabalhava com uma paixão que é a Educação a Distância desde 2004, mas sabia que quando engravidasse daria um tempo na carreira para me dedicar ao meu filho, no caso, filha. Trabalhava em uma empresa com 80 mil funcionários, desenvolvia treinamentos, era muito cobrada (sei que era uma boa profissional também), tinha hora para entrar, mas não para sair, ganhava um salário razoável e vivia eternamente estressada. Logo que descobri que estava grávida, já avisei a minha chefe que não voltaria. E assim foi!
Um pouco antes de acabar a minha licença de apenas quatro meses, eu realmente sabia que não queria voltar para o mundo corportativo e deixar a minha filha. Mas também sabia que, como uma workaholic, não ficaria sem trabalhar jamais. Foi quando naturalmente minha mãe e eu resolvemos unir forças e lançarmos a marca TrinKa Brasil - Nome Forte para Pequeninos Grandes, agora especializada em Roupinhas Diferentes para Bebês de 03 meses a 2 anos. Ainda estamos começando, mas já posso dizer que estou realizada! Afinal, estou perto das pessoas que mais amo no mundo, trabalho com algo que gosto (sempre pensei em trabalhar com moda, mas acho que o "medo" de competir com minha mãe me distanciou um pouco deste caminho que retorno agora) e ainda sou dona do meu nariz!

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
As facilidades são as citadas acima: estar perto da minha filha, fazer meus horários, ter livre arbítrio para as escolhas. No entanto, as dificuldades são inúmeras: precisar de capital para investir, apoio familiar, principalmente, do marido, para tomar decisões, realizar ações e ter um help nos cuidados com a filhota. Há ainda a questão que a minha mãe mora no interior de São Paulo, a quase 700 km de distância de mim e sua confecção está lá, porém é aqui que encontramos a maior parte da matéria-prima. Falando em matéria-prima, tem também a mão de obra e a captação de clientes. Enfim, toda uma estrutura (nem vou entrar em detalhes quanto à estrutura física propriamente dita), organização (do tempo, do empreendimento) e administração do negócio, pois estes itens são duramente difíceis.


Qual o lado bom e o lado ruim?
Olha, não sei se é porque ainda estou no começo e com o calor das emoções, mas pra mim só tem tido lado bom mesmo com as dificuldades que acabei de citar e tantas outras, acho que só vale para melhorias e para chegar ao lado bom!

O que é empreendedorismo materno para você?
É ter ou estar a frente de seu próprio negócio podendo conciliar o melhor "negócio" de todos: A MATERNIDADE!

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Acredito que, infelizmente, em nosso país ainda não há apoio suficiente para as mães no mercado de trabalho. Quando em uma entrevista, por exemplo, é dito que se tem um filho pequeno, logo vem a preocupação de com quem ficará e como será se ficar doente e tal. Parece também que mães e mulheres são sempre menos produtivas que homens, o que vamos combinar que não é verdade, não é mesmo?! Mas este é assunto pra outro tema! 

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Completamente positivo! Já estamos em 2012 e muito foi conquistado, mas falta mais ainda. Porém, acho que é desta forma que vamos cada vez mais abrindo espaço no mercado de trabalho, mostrando que somos capazes de gerenciar e criar e que podemos inovar e melhorar a economia deste País.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Sem dúvida alguma! Quer um exemplo mais surreal do meu trabalho antigo? Eu era educadora a distância, mas tinha de bater cartão na empresa todos os dias sendo que o software que eu utilizava para desenvolver os cursos podia ser acessado de qualquer lugar do mundo. Que tipo de EaD é esta? E isso é assim na maioria das empresas.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Primeiro de tudo: não ter medo! O medo paralisa! Acreditar em si mesmo e mostrar à família e amigos que tem algum dom (descobrir qual é, claro!) e contar com o apoio das pessoas. E o famoso clichê é sempre válido: "não desistir!"

Gostou do trabalho da Ursula?
Entre em contato com ela!
(11) 9639-2446      

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Eliane trabalha com, para e pela família, na Maria Barriga

Página da Maria Barriga na internet.
Eliane Fonseca não titubeia. O sucesso de um empreendimento materno está na família. Como inspiração e como ponto de apoio. Para ela, empreender é “quando o valor de ser mãe é muito intenso e percebemos que é hora de mudar, continuar no mundo dos negócios, mas no seu próprio negocio”. E o segredo de ser bem sucedida é o alicerce da casa. “Sua família apoiará e sustentará o seu pleno sucesso”, atesta.

E é para a família que ela trabalha,à frente da Maria Barriga, marca de moda gestante. “Hoje, após ser mãe, realizei este objetivo e tenho muito prazer em me dedicar a outras mães neste período todo especial”, afirma ela, que trabalhou na área financeira, mas sempre esperou por um dia ter um negocio próprio.

E valeu a pena esperar. “Tenho um tempo mais flexível e assim posso estar mais com a minha filha, no entanto depois que ela dorme volto ao trabalho em casa mesmo”, diz.

Confira a íntegra da entrevista que Eliana concedeu ao nosso blog.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Eliane: Maria Barriga nasceu em 2003 da vontade de fazer moda para a grávida que tem prazer em se vestir, unindo sofisticação e conforto.
Desde o seu lançamento, a Maria Barriga vem conquistando um público diferenciado e consolidando-se no mercado nacional e internacional. O estilo casual chic da marca pode ser encontrado nas duas lojas próprias e espalhado em mais de 20 revendedores no Brasil e no exterior, como em Portugal, Angola, Japão e Canadá.
Em 2011, eu - através da vivencia que tive em minha primeira gravidez e tendo experimentado a moda deste segmento aqui no Brasil e no Exterior - identifiquei o potencial deste mercado adquirindo assim a Maria Barriga como forma estratégica de dar início ao investimento neste segmento.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Trabalhei por um bom tempo na área financeira, mas sempre esperei por um dia ter um negocio próprio, e hoje após ser mãe realizei este objetivo e tenho muito prazer em me dedicar a outras mães neste período todo especial. Cuido com todo carinho e dedicação do que elas irão usar durante toda gravidez como também no seu pós-parto.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Tenho um tempo mais flexível e assim posso estar mais com a minha filha, no entanto depois que ela dorme volto ao trabalho em casa mesmo.

O que é empreendedorismo materno para você?
É quando o valor de ser mãe é muito intenso e percebemos que é hora de mudar, continuar no mundo dos negócios, mas no seu próprio negocio.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Pela flexibilidade de poder estar com a família e buscar um equilíbrio trabalho x família.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Acho muito positivo, uma vez que algumas mulheres perderam a sua real posição no mercado de trabalho, deixando de se dedicar a sua família.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Sua família apoiará e sustentará o seu pleno sucesso.

Gostou do trabalho da Eliane?
Entre em contato com ela!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Taise aposta na praticidade de um cadeirão de pano

Taise, empreendedora do Leva & senta

Taise Amaral descobriu sua nova profissão no maior estilo “Eureka!”. Um dia - de volta ao Brasil depois de morar três anos fora e querendo voltar a trabalhar - ela olhou para o seu filho sendo alimentado por seu marido e pensou “Uau! Esse produto é mesmo incrível!!! Que solução fantástica para alimentar o bebê em casa, fora de casa, em qualquer lugar…toda mãe precisa ter um destes na bolsa!”. Na refeição, seu marido usava uma cadeira de pano portátil, que eles haviam adquirido e que a inspirou a fazer o Leva & senta, que produz desde 2009.

Além da facilidade de ser mães e conhecer o produto, para poder melhorá-lo, Taise conhecia bem o perfil do seu público: “mães que gostam de sair com os filhos, ir a cafés, restaurantes, casa de amigos e família, e que são abertas a produtos novos e diferenciados”, diz.

A fórmula deu certo! Mas não sem percalços. “Não consegui realizar tudo que queria por falta de organização e disciplina”, afirma. Ela conta que para ser empreendedora, a mãe precisa de muita disciplina e de pelo menos algumas horas por dia dedicadas ao negócio.

E vale a pena. Para ela, o empreendedorismo materno é uma realidade. “Cada vez mais as mães modernas querem se manter ativas, produtivas, mas sem abrirem mão de estarem ao lado da família”, diz.

Leia a íntegra da história de Taise e do Leva & senta na entrevista que ela concedeu ao nosso blog.

Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
A prática "cadeira de pano", Leva&senta
O Leva & senta é um cadeirão de pano portátil que se transforma em uma bolsinha, que cabe em qualquer bolsa de mãe. Ele pode ser usado na maior parte das cadeiras, e é muito útil para alimentar o bebê fora de casa. Começou a ser produzido em meados de 2009.
A história do leva & senta começa quando morei com meu marido na Holanda por três  anos, aonde tive meu primeiro filho. Um pouco antes de retornar ao Brasil, eu vendi o cadeirão de alimentação do meu filho, e então comprei uma bolsinha de pano que se transformava num cadeirão portátil. Foi este produto que me inspirou a produzir o Leva & senta.
Quando chegamos aqui, meu bebê tinha nove meses, e eu vivia pensando como voltaria ao mercado de trabalho depois de ter ficado três anos fora. Isso, além do desejo de continuar perto do meu filho o máximo de tempo possível. Comecei a pesquisar na Internet, falar com amigos… mas não encontrava uma resposta.
Nosso mercado de trabalho é tão engessado, que não nos dá a opção de trabalharmos menos horas por semana, e eu não queria de jeito nenhum passar o dia todo fora de casa. Um dia, quando ainda não tínhamos comprado um cadeirão tradicional para alimentação para usarmos em casa e usávamos a cadeirinha de pano, olhei para o meu filho sendo alimentado por meu marido sentadinho na cadeira, sustentado pela cadeirinha de pano, e pensei “ uau!!! Esse produto é mesmo incrível!!! Que solução fantástica para alimentar o bebê em casa, fora de casa, em qualquer lugar…toda mãe precisa ter um destes na bolsa!”. Neste momento, começaram as minhas pesquisas: google, Internet, blogs, mil e-mails pra cá, contatos pra lá… Logo mostrei aos amigos e família. Todos gostaram. Então, convidei minha cunhada para ser minha sócia. Na época, ela morava em Barcelona, mas tinha planos de voltar ao Brasil. Ela tinha bebê da idade do meu, sem trabalhar, também buscando uma maneira de conciliar trabalho e família, enfim, estávamos na mesma situação. E foi assim que começamos nosso negócio. Um ano depois desfizemos a sociedade, eu comprei a parte dela e continuei tocando o negócio.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Infelizmente, ainda não consegui realizar o que planejei. Neste meio tempo decidi ter outro filho, com o primeiro ainda pequeno, e as coisas acabaram por ficar mais morosas. Mas pretendo retomar com força total no segundo semestre, quando os dois estarão na escola à tarde, assim terei mais tempo para me dedicar ao Leva & senta.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
No meu caso, como na maioria das mães empreendedoras que eu conheço, eu decidi trabalhar com produto infantil. Eu o conhecia bem, porque o utilizava muito, então sabia que era mesmo útil e prático. Desta maneira, pude identificar o que ser deveria ser melhorado no produto. Além disso, eu conhecia bem o perfil do público-alvo, que são mães que gostam de sair com os filhos, ir a cafés, restaurantes, casa de amigos e família, e que são abertas a produtos novos e diferenciados.

Como dificuldade, posso ressaltar a falta de tempo para dedicação ao negócio, porque um empreendimento exige muita disciplina para o trabalho. As coisas não andam por si só, você tem que sentar e trabalhar algumas horas seguidas para as coisas renderem e acontecerem. Trabalhando em casa, você aproveita aquela horinha que as crianças estão na cama, mas também há dias em que elas decidem não dormir... e aí, tudo fica para outra hora.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom é você poder estar perto dos seus filhos e ao mesmo tempo ter uma atividade que não seja relacionada a eles e à casa. Mas vejo como ruim a frustração de não poder realizar o que me propus, por falta também de organização e disciplina.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma realidade. Cada vez mais as mães modernas querem se manter ativas, produtivas, mas sem abrirem mão de estarem ao lado da família.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Porque elas querem ter mais flexibilidade de horário, para poderem acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos. Em um emprego tradicional, você não pode ficar sem trabalhar uma semana toda porque seu filho está com febre, e nem comparecer a todas as reuniões na escola.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Acho incrível, superpositivo. Foi o caminho que encontramos para nos realizarmos tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Acredito que sim, mas desde que se tenha muita disciplina, organização e estrutura em volta para te dar o suporte necessário.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Primeiramente, monte o seu esquema diário para que tenha algumas horas livres e de preferência seguidas para se dedicar ao seu empreendimento. Pode ser uma funcionária, escolinha, avós, marido...

Gostou do trabalho da Taise?
Entre em contato com ela!

(19) 8139-0365       
levasenta@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tathy pensa que negócios começam, porque o mercado não proporciona o que as mães buscam

Tathy, com seu marido e filhos
Já publicamos aqui no blog algumas entrevistas de mães defensoras (com unhas e dentes!) do empreendedorismo materno. Tathyana Abreu faz parte deste time. Ela acredita neste formato de trabalho não apenas para gerar retorno financeiro, mas também como modo de vida, de construir a família, de exercer a maternidade ativamente e de conciliar os mil e um papéis que a mulher tem que exercer hoje na sociedade.

“Engana-se quem pensa que as mulheres estão retroagindo ao voltar ao lar. A mulher empreendedora tem visão de futuro e consegue enxergar além das suas necessidades. Muitos negócios começam em casa por uma falha no mercado que não proporciona o que a mãe está buscando”, afirma ela, que é mãe de Alice (5) e Rafael (1 ano e quatro meses) e idealizadora de A Doceria da Tathy

A Doceria da Tathy é uma empresa materna que oferece as mães de Brasília personalização de festas, doces gourmets e conta com uma linha orgânica de muffins e papinhas para as festas os pequenos.

O empreendimento possibilita que Tathy vivencie o lado bom e o lado ruim de estar em casa trabalhando. Ela fica com seus filhos em tempo integral, mas às vezes, eles exigem sua presença quando ela não pode estar ao seu lado. “Não tenho babá e nem empregada, eles estão comigo o tempo todo. Não tem emprego no mundo que me traria essa possibilidade (...) mas eles ainda não entendem que a mamãe trabalha em casa e me demandam atenção em momentos em que eu não posso atendê-los”, diz.

Além da dificuldade com os filhos, ela avalia que a empreendedora brasileira poderia ser mais reconhecida e apoiada. “Todo empreendedor brasileiro necessita provar o tempo todo que é bom. O produto nacional ainda é desvalorizado, principalmente o trabalho feito à mão”, explica.

Leia a íntegra da entrevista com Tathyana e saiba mais sobre a sua bela história.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Tathyana: Eu sou formada em psicologia e passei por algumas áreas de atuação dentro da minha profissão. Desde que me formei há quase seis anos trabalhei na área clínica e dividia consultório com meu sogro e meu marido. Porém, desde que voltei a trabalhar após o nascimento da Alice, eu sentia necessidade de estar mais presente com ela, em casa, só que não tinha idéia de como isso seria possível, já que eu tinha uma carga pequena de trabalho e fazia os meus horários. Entrei em conflito, fiz terapia, aluguei o ouvido do marido e bati muito a cabeça. Quando eu engravidei do Rafael, voltei a ficar tranqüila em relação ao meu trabalho, nada me afligia mais e aos poucos fui encontrando as minhas respostas. Os doces e as festas que sempre estiveram presentes na minha vida e se tornaram uma opção viável de trabalho e foi a partir daí que a Doceria da Tathy nasceu.
A Doceria da Tathy é uma empresa materna que oferece as mães de Brasília personalização de festas, doces gourmets e conta com uma linha orgânica de muffins e papinhas para as festas os pequenos.
Eu trabalho sozinha, mas conto com uma parceira na área de design gráfico, a Bia Argollo e artesãs da cidade que me ajudam a confeccionar os artigos de decoração das festas. E também conto com a ajuda indispensável da minha mãe que é a minha inspiração desde criança.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Eu vejo muitas facilidades porque o meu público são as mães e elas confiam em mim e no meu trabalho por se sentirem seguras em ter alguém fazendo pra elas o que elas mesmas fariam se tivessem tempo ou habilidade. Existe uma cumplicidade entre as minhas clientes e eu e acabamos ficando amigas no final das festas.
As dificuldades eu atribuo ao fato de que todo empreendedor brasileiro necessita provar o tempo todo que é bom. O produto nacional ainda é desvalorizado, principalmente o trabalho feito à mão. Outro dia ouvi de uma amiga se eu estava no mercado pra “tomar” o lugar das doceiras famosas da cidade. As pessoas não entendem que existe lugar no mercado pra todo mundo que é bom. Ninguém tira o lugar de ninguém. São essas pequenas provas que tornam muitas vezes o trabalho cansativo.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom é ficar em casa com os meus filhos e não ter que me deslocar para o trabalho. Não tenho babá e nem empregada, eles estão comigo o tempo todo. Não tem emprego no mundo que me traria essa possibilidade.
O lado ruim é que eles ainda não entendem que a mamãe trabalha em casa e me demandam atenção em momentos em que eu não posso atendê-los.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma forma de classificar as mães que conseguem se reinventar nos seus variados papéis de mãe, mulher, trabalhadora e dona de casa. Toda mulher tem um lado empreendedor.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Porque a maioria está em busca da satisfação profissional sem ter que deixar a maternidade ativa. Eu tenho várias amigas que optaram por trabalhar em casa e se sentem muito mais felizes.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Super positivo. A nossa geração não tem o peso de provar nada socialmente. Nós temos opção de escolher um formato nosso de viver a maternidade ativa aliada ao trabalho. Não carregamos o peso de competir com um homem o cargo de chefia na empresa. E engana-se quem pensa que as mulheres estão retroagindo ao voltar ao lar. A mulher empreendedora tem visão de futuro e consegue enxergar além das suas necessidades. Muitos negócios começam em casa por uma falha no mercado que não proporciona o que a mãe está buscando. Por exemplo: na minha empresa eu tenho uma linha de papinhas orgânicas para servir aos bebês nas suas festas de aniversário. Eu criei essa linha de produtos por uma deficiência no mercado local. Na minha cidade eu por enquanto sou a única que fornece esse tipo de alimentação.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Se você pensar que eu não necessito me transportar todos os dias para trabalhar, que eu não preciso terceirizar os meus filhos, que eles são mais saudáveis por serem cuidados por mim e quase não ficam doentes. Essa é uma prática muito sustentável.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Acho que cada um deve encontrar algo que goste de fazer. Mas tem que fazer bem feito, porque o mercado é exigente.

Gostou do trabalho da Tathy?
Entre em contato com ela!
adoceriatathy@gmail.com


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ângela personaliza e decora festas, e a vida é que fica mais bonita

Ângela com a filha, Gabriela
Para toda mãe empreendedora existe uma “luzinha” que acende e deflagra o processo empreendedor. Para Ângela, quem acendeu esta luz foi um professor da faculdade, ao fazer uma pergunta em sala de aula. “A partir daí comecei a me especializar em personalização de festas infantis. Na época, eu fazia muito Scrapbook Digital que foi o que me deu base e diferenciação no meu estilo de trabalho”, recorda.

O trabalho em casa permite que ela concilie o retorno financeiro com os cuidados com a pequena Gabriela. “Quando eu olho pra ela e vejo o indivíduo que ela está se formando me sinto realizada, porque apesar dela ser minha primeira filha, acredito que estou acertando em sua criação”, diz.

Ela é empreendedora convicta, mas afirma: “não é para todo mundo”. “Isso depende muito de mãe pra mãe. Pra mim, foi super positivo poder trabalhar em casa e cuidar da minha filhota”, diz.

A idealizadora da Ângela Cristina Designs conta sua história em entrevista o nosso blog.

Confira abaixo a íntegra da entrevista e saiba mais sobre esta mãe empreendedora de coração.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa...
Ângela: Eu trabalhava e fazia faculdade. Saí do emprego pra procurar algo que tivesse mais a ver com meu curso (Publicidade e Propaganda). Só que quando se está grávida é mais complicado achar né? [risos] Passada a gravidez, veio a dúvida de trabalhar fora e deixar minha gatinha com outra pessoa ou ficar em casa e ser mãe em tempo integral. O lado mãe falou mais alto. Em uma das aulas, na faculdade, um professor fez uma pergunta intrigante: "Quem já estava ganhando dinheiro com o curso?". E já devíamos estar fazendo layouts de folders de festas (aquelas que divulgam data, hora, local, com fotos de garotas e bandas) e eu que já fazia as coisinhas pro aniversário da Gabi pensei "Por que eu não estou fazendo isso?". Com certeza, esse "sacode" foi do meu professor Carlos Peliceli e a partir daí comecei a me especializar em personalização de festas infantis. Na época eu fazia muito Scrapbook Digital que foi o que me deu base e diferenciação no meu estilo de trabalho.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Já trabalhei em diversas áreas (como vendedora, atendente, monitora), mas eram coisas impostas pelas empresas, tudo muito normal, igual a qualquer trabalho e trabalhador. Não me sentia infeliz ou algo assim não! Sempre trabalhei nas empresas enquanto aquilo me fazia bem, afinal de contas pra mim não importa no que estamos trabalhando e sim como desempenhamos aquela função, e graças a Deus sempre fui muito sortuda nessa área [risos]. Agora, depois de ser mamãe, não queria deixar minha filha com outra pessoa. Aí, juntei o útil ao agradável. AMO o que faço. Trabalho em casa com algo que me deixa muito feliz e posso fazer o que pra mim é a minha maior função agora: "Criar minha filha". Quando eu olho pra ela e vejo o indivíduo que ela está se formando me sinto realizada, porque a pesar dela ser minha primeira filha acredito que estou acertando em sua criação.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe? Qual o lado bom e o lado ruim?
A facilidade é justamente poder acompanhar todos os passos dos filhos (primeiras palavras, engatinhar, andar, se vestir, ir pra escola), dificuldade (a minha) é de por horário [risos] Às vezes, fico até meia noite ou mais no computador fazendo serviço [risos], mas acredito que isso não se aplique a todas as mamães empreendedoras, estou começando a ajustar isso [risos] No resto, faço o que a maioria das mamães fazem: arrumo casa, tomo conta da minha filha... Não tenho empregada. Faço tudo com a ajuda do maridão. Mas me sinto bem mais realizada assim, com minha filha sempre perto e acompanhando seu desenvolvimento.

O que é empreendedorismo materno para você?
É poder conciliar a vida de mamãe com a realização da vida profissional, sem prejudicar nenhum lado.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Pra ficar mais próxima de seus filhos, acompanhar as fases da vida deles, não abrir mão de dar uma boa educação... para mim, o principal foi isso na hora de decidir...

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Isso é muito relativo. Conheço mulheres que não largam a vida profissional e acham super normal colocar uma babá ou empregada pra tomar conta de seus filhos, então pra mim isso depende muito de mãe pra mãe. Pra mim, foi super positivo poder trabalhar em casa e cuidar da minha filhota.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Sim, você realiza o sonho de ser mãe num todo (não só de gerar uma vida, mas moldá-lo, ensiná-lo para vida) e de se sentir útil perante a sociedade e não se sentir dependente do maridão [risos].

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Amar aquilo que se propõe a fazer! Acho que a partir dai já faz tudo, por que não é nada fácil por que nem mãe nem empreendedora tem hora, não tem salário fixo, 13°, ferias, feriado... [risos] Principalmente no começo (dos dois). Você decidir ter um filho já é um grande passo, ser mãe empreendedora mais ainda...

Gostou do trabalho da Ângela?
Entre em contato com ela!  
(61) 9682-0675 ou 8603-3854
angelacristinadesigns@hotmail.com
http://www.angelacristinadesigns.blogspot.com/
http://www.elo7.com.br/angelacristinadesigns/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Para Natália, mães empreendedoras são uma legião

Natália e suas filhas
Para uma mãe empreendedora, o retorno financeiro nunca chega logo, mas o retorno materno é imediato. Natália Piassentini insiste: “se seu objetivo é ganhar dinheiro rápido e fácil é melhor trabalhar fora, mas se deseja realizar um sonho, fazer o que gosta conciliando com o maternar vale a pena se atentar para o fato de que o retorno nem sempre chega logo”. Mãe de Giulia (8) e Maria Clara (9 meses), ela vai sempre aos poucos. E conquista cada dia mais. Seu hobby como blogueira lhe rendeu propostas de trabalho e parcerias que fizeram da escrita e do mundo materno sua nova profissão.

Hoje, ela tem seu blog, uma coluna mensal num portal e coordena um grupo voltado para encontros com mães sobre maternidade e filhos.

Antes, ela trabalhava na empresa do sogro com contabilidade. “Estava satisfeita, mas não era minha área”, conta ela, que estudou psicologia e, ao engravidar, trancou o curso no final do terceiro ano. “Hoje, me sinto realizada por fazer algo que gosto e já tenho novos projetos a caminho”, revela.

Ela conta que ser mãe empreendedora é estar todo tempo se dedicando aos filhos e à carreira de uma nova forma. Mas reconhece também que é preciso dispor de oportunidade e um contexto favorável para empreender. “Infelizmente, algumas não podem se dar “ao luxo” desta louvável opção, pois muitas vezes são elas o chefe da casa. Admiro muito essas mães também!”, diz.

Mas ela defende a mãe empreendedora: “muitas mães são taxadas de aberrações pela sociedade por abrir mão de sua carreira profissional pelos filhos. Claro que existem mães que não podem fazer isso, mas as que podem não se sintam perdidas em meio a esses palpites alheios. Eu faço minha parte, tento mudar a educação das minhas filhas com mais carinho, mais toque, mais conversa, mais afeto. Não que isso seja impossível com aquela mãe que trabalha fora, não é isso que quero dizer. Quero apenas afirmar que se você pode mudar o mundo do seu filho hoje por que deixar para outras pessoas fazerem isso por você?”, questiona.

E ela ressalta o espírito coletivo da mãe empreendedora: “Não somos mães empreendedoras solitárias, somos uma legião. Basta rugirmos um pouco mais alto para que todas outras respondam e apareçam”.

Natália conta sua história de sucesso na entrevista abaixo. Ela informa que faz parcerias no blog pessoal. “Qual mãe não procura o melhor para seus filhos?”, pergunta. “E nada melhor que as indicações de outras mães sobre o que há de melhor no mercado. Testados por quem mais entendem do assunto, os pequenos. Essa ideia aproxima o real em meio a tantos outros veículos de comunicação na internet. Provado e aprovado por meus leitores. E proporciona um retorno consideravelmente interessante aos anunciantes”, afirma.

Leia a entrevista e veja como entrar em contato com Natália a seguir.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa... 
Natália: Abandonei a vida profissional fora de casa para me dedicar a minhas filhas, em casa mãe 24 horas por dia. Arranjei um tempinho para criar um blog sobre o desenvolvimento da minha mais nova obra prima de nove meses. E tamanha proporção esse projeto tomou, que através do blog recebi valiosas propostas de trabalho.
Hoje, continuo com o blog oferecendo dicas e sugestões para meus leitores de produtos testados pelas minhas filhas originárias das parcerias de publicidade, e também escrevendo uma coluna para o portal Grávidas em Campinas
http://www.gravidaemcampinas.com.br/ e o mais novo projeto com o Grupo Vínculo http://gvinculo.blogspot.com/ para coordenar o grupo Vínculo Materno que é uma extensão do Vínculo, mas voltado para os encontros com as mães e seus bebês.

Quando tudo começou? Como funciona?
Começou após minha segunda gravidez. O convite de escrever no portal originou-se depois parceria com a loja da proprietária do portal Grávidas em Campinas, que passou a visitar constantemente o blog e então surgiu a ideia de escrever uma coluna mensal para o portal contando resumidamente sobre os fatos marcantes do desenvolvimento de cada mês da bebê. Já a coordenação do Vínculo Materno originou-se a partir dos encontros que frequentei com o Grupo Vínculo durante toda gravidez e o pós, e pelo insaciável interesse sobre este universo materno.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Trabalhava na empresa do meu sogro de contabilidade, com meu marido também, estava satisfeita, porém, não era minha área. Estudei psicologia e, no entanto ao engravidar tranquei o curso no final do terceiro ano.
Hoje, me sinto realizada por fazer algo que gosto e já tenho novos projetos a caminho. Mudei o contexto e estou completa com o rumo que minha vida tomou.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Sendo mãe de duas 24 horas por dia me sobra alguns minutos para ser esposa, dona de cada e empreendedora sim! Faço meus horários, mas sempre dando prioridade as necessidades do bebê. Tenho o projeto de fazer um curso de Doula e me dedicar a esse trabalho, porém, não tão já, pois não quero colocar a bebê numa escolinha antes dos dois anos. Pois sei que para me dedicar a esse trabalho terei que reservar um tempo definido para ele, e com criança em casa esse tempo é cada vez mais raro.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom definitivamente é poder acompanhar de perto o desenvolvimento delas, não ensinar ninguém a fazer o que – sendo eu uma mãe perfeccionista – levaria horas para ensinar alguém a fazer e ainda acharia defeitos.
O lado ruim do home office é que nunca poderemos dizer a um bebê que está chorando, com fome, com sede, com sono que agora a mamãe está ocupada. Sempre somos interrompidas.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma mãe-mulher-empreendedora que se abdicou da sua carreira fora de casa para estar perto dos filhos, trabalhando em casa, não necessariamente em casa, mas trabalhando e cuidando dos filhos. Ou que mudou o rumo da sua profissão após o nascimento dos filhos.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
No meu ponto de vista, acredito que essas mães sentiram a necessidade do “cuidar de perto” ser mais valioso do que o trabalho lá fora. Infelizmente algumas não podem se dar “ao luxo” desta louvável opção, pois muitas vezes são elas o chefe da casa. Admiro muito essas mães também!

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Depende da mulher. Eu, por exemplo, não consigo ficar em casa, não consigo ficar parada, sempre procuro me atualizar, me informar para não virar uma mulher alienada aos filhos.
Uma mãe que abriu mão de sua carreira e fica em casa e trabalhando no computador, lavando roupas o dia inteiro, limpando casa, cozinhando e não tem tempo para fazer uma atividade bacana com os filhos não está fazendo valer a pena esta oportunidade.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Para muitas sim! No meu caso ainda não, mas veja bem, ainda – a intenção é que logo seja.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Se o objetivo é ganhar dinheiro rápido e fácil é melhor trabalhar fora, mas se deseja realizar um sonho, fazer o que gosta conciliando com o maternar vale a pena se atentar para o fato de que o retorno nem sempre chega logo. É preciso paciência e dedicação. Não adianta achar que sabe o segredo da alma do empreendedorismo, é necessário destaque. Não ser apenas mais um em meio à multidão.

Gostou do trabalho da Natália?
Entre em contato com ela!


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Camomila, criatividade e maternidade: Letícia junta tudo em seu ateliê

Letícia com o filho, Dan
A maternidade trouxe para Letícia a calma, a serenidade e o cuidado – além da inspiração, claro! – da Camomila. Ela fez do chá e da dedicação a seu filho, Dan, motivo de seu ateliê, o Chá de Camomila, em que cria bonecos, slings e acessórios com estampas e combinações inspiradas na natureza e seus elementos. “Tudo começou há mais de dois anos, com a ideia de permanecer mais próxima ao meu filho e de poder trabalhar melhor a minha criatividade, dando luz às histórias e contos que eu sempre gostei de explorar”, conta Letícia.

Ela explica que sempre admirou o movimento das mulheres ao redor do mundo que não abriam mão de estar com os filhos e ao mesmo tempo não abandonavam a vida profissional, tornando-se empreendedoras bem sucedidas. “Foi duro, mas hoje tenho o maior orgulho de fazer parte desse movimento”, diz, acrescentando que é de uma família empreendedora.

Como hobby, ela fazia bonecos inspirados em desenhos do seu filho e vendia. “Daí, com toda a pressão do trabalho e a dificuldade de me dedicar às minhas prioridades, veio o impulso de buscar algo melhor e decidi que valia a pena investir numa nova possibilidade”, relembra.

Ela alerta que empreender é uma escolha. E não é nada fácil! “É escolher ser mãe e profissional integralmente, com toda coragem que isso exige, conciliando o que para tantos parece inconciliável”, diz. O lado bom e o lado ruim de ser mãe e empreendedora ela nos conta nesta entrevista.

E afirma: “Acima de tudo, tem que vir do coração, que é para dar a força e a coragem necessárias. Nem tudo são flores e as dificuldades são muitas, mas elas também têm sua beleza: obrigam-nos a evoluir e isso é sempre positivo”.

Confira a entrevista na íntegra e saiba mais sobre a história de Letícia, Dan e o chá de camomila...

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Letícia: A Camomila é uma marca de acessórios para pais e filhos que une design ao artesanal. São bonecos, slings e acessórios cheios de estampas e combinações bem coloridas, inspirados na natureza e seus elementos. Começou há mais de dois anos, com a ideia de permanecer mais próxima ao meu filho e de poder trabalhar melhor a minha criatividade, dando luz às histórias e contos que eu sempre gostei de explorar.
Trabalho sozinha. No começo, eu não tinha guardado muito dinheiro para poder investir e foi tudo na base do “do it yourself” [faça você mesmo, em inglês] – das costuras todas ao meu site/blog, as fotos, as produções... Eu só tinha investimento para comprar o primeiro lote de tecidos, pagar a hospedagem de site na internet e imprimir uns folhetos, que ficaram tão feios, que acabei nunca usando! Mas a vontade de construir algo novo tendo a chance de estar mais perto do meu filho e fazendo o que eu gostava muito me deram bastante força e motivação para seguir. Sempre admirei o movimento das mulheres ao redor do mundo que não abriam mão de estar com os filhos e ao mesmo tempo não abandonavam a vida profissional, tornando-se empreendedoras bem sucedidas. Foi duro, mas hoje tenho o maior orgulho de fazer parte desse movimento.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Antigamente, eu trabalhava num grande jornal. Eu gostava, mas a rotina era um tanto estressante e os momentos de qualidade com meu filho eram escassos. Como hobby, eu fazia bonecos inspirados em desenhos do meu filho e vendia. Daí, com toda a pressão do trabalho e a dificuldade de me dedicar às minhas prioridades, veio o impulso de buscar algo melhor e decidi que valia a pena investir numa nova possibilidade. Alguns erros e acertos depois e surgiu a Camomila, em março de 2009. No primeiro bebê “slingado” numa peça feita por mim, eu tive a confirmação de que nenhum outro trabalho poderia me fazer mais feliz!

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Para mim, entre as principais dificuldades está a capacidade de organização. Organizar tempo e espaço às vezes vira uma bagunça na minha mão e meu filho acaba indo na onda. Quando se empreende sendo mãe - e quando se faz isso no intuito de ficar mais perto dos filhos - você acaba ganhando mais responsabilidades tanto no âmbito profissional quanto no da maternidade, então se organizar é super importante para não confundir as coisas. Por outro lado, a maternidade é muito importante no meu trabalho porque ela me dá quase tudo o que eu preciso saber para entender meu público, que em sua maioria são mães também. Isso cria uma relação de proximidade com o cliente que é muito gostosa.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O bom é poder participar da vida do meu filho sem precisar pedir permissão a um chefe sabe? Muitas vezes eu não cheguei a tempo de uma festinha ou não pude socorrê-lo na escolinha porque estava trabalhando. Sempre tive chefes super compreensivos, mas ainda assim não era a mesma coisa. Hoje, eu posso trabalhar e estar próxima quando ele precisar, nossa cumplicidade ficou ainda maior e hoje posso me manter muito mais atentas às suas necessidades.
O lado ruim está na dificuldade em se estabilizar, principalmente no começo. Não existe negócio que seja lucrativo logo de cara, tem que ter paciência e muita determinação. Depois há as dificuldades, os obstáculos que vão surgindo... Mas aí, vamos os superando como qualquer empreendedor.

O que é empreendedorismo materno para você?
Empreendedorismo materno é uma escolha. É escolher ser mãe e profissional integralmente, com toda coragem que isso exige, conciliando o que para tantos parece inconciliável.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Acredito que elas se sintam mais livres para exercer o papel de mãe como elas acham que deveriam ou como gostariam.  Muitas acabam trabalhando com o que gostam e isso incentiva muito.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Eu acho super positivo! Cresci numa família de empreendedores e sou suspeita para falar - admiro muito o empreendedorismo. Mas, acima de tudo, tem que vir do coração, que é para dar a força e coragem necessárias. Nem tudo são flores e as dificuldades são muitas, mas elas também têm sua beleza: obrigam-nos a evoluir e isso é sempre positivo.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Acredito que sim, desde que se leve a sério a nova carreira e não caia na onda de achar que vai ganhar rios de dinheiro e trabalhar menos, pelo contrário. Eu hoje trabalho muito mais e vivo períodos mais instáveis financeiramente, mas há outras compensações que eu não troco por nenhuma estabilidade!

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Pesquisar muito, planejar e amar o que pretende fazer.  Cultivar a paciência e ter claro o seu propósito, que é para não desistir no meio do caminho.


Gostou do trabalho da Letícia?
Entre em contato com ela!
Letícia Pacheco
chadecamomila.com
letícia@chadecamomila.com