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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Taise aposta na praticidade de um cadeirão de pano

Taise, empreendedora do Leva & senta

Taise Amaral descobriu sua nova profissão no maior estilo “Eureka!”. Um dia - de volta ao Brasil depois de morar três anos fora e querendo voltar a trabalhar - ela olhou para o seu filho sendo alimentado por seu marido e pensou “Uau! Esse produto é mesmo incrível!!! Que solução fantástica para alimentar o bebê em casa, fora de casa, em qualquer lugar…toda mãe precisa ter um destes na bolsa!”. Na refeição, seu marido usava uma cadeira de pano portátil, que eles haviam adquirido e que a inspirou a fazer o Leva & senta, que produz desde 2009.

Além da facilidade de ser mães e conhecer o produto, para poder melhorá-lo, Taise conhecia bem o perfil do seu público: “mães que gostam de sair com os filhos, ir a cafés, restaurantes, casa de amigos e família, e que são abertas a produtos novos e diferenciados”, diz.

A fórmula deu certo! Mas não sem percalços. “Não consegui realizar tudo que queria por falta de organização e disciplina”, afirma. Ela conta que para ser empreendedora, a mãe precisa de muita disciplina e de pelo menos algumas horas por dia dedicadas ao negócio.

E vale a pena. Para ela, o empreendedorismo materno é uma realidade. “Cada vez mais as mães modernas querem se manter ativas, produtivas, mas sem abrirem mão de estarem ao lado da família”, diz.

Leia a íntegra da história de Taise e do Leva & senta na entrevista que ela concedeu ao nosso blog.

Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
A prática "cadeira de pano", Leva&senta
O Leva & senta é um cadeirão de pano portátil que se transforma em uma bolsinha, que cabe em qualquer bolsa de mãe. Ele pode ser usado na maior parte das cadeiras, e é muito útil para alimentar o bebê fora de casa. Começou a ser produzido em meados de 2009.
A história do leva & senta começa quando morei com meu marido na Holanda por três  anos, aonde tive meu primeiro filho. Um pouco antes de retornar ao Brasil, eu vendi o cadeirão de alimentação do meu filho, e então comprei uma bolsinha de pano que se transformava num cadeirão portátil. Foi este produto que me inspirou a produzir o Leva & senta.
Quando chegamos aqui, meu bebê tinha nove meses, e eu vivia pensando como voltaria ao mercado de trabalho depois de ter ficado três anos fora. Isso, além do desejo de continuar perto do meu filho o máximo de tempo possível. Comecei a pesquisar na Internet, falar com amigos… mas não encontrava uma resposta.
Nosso mercado de trabalho é tão engessado, que não nos dá a opção de trabalharmos menos horas por semana, e eu não queria de jeito nenhum passar o dia todo fora de casa. Um dia, quando ainda não tínhamos comprado um cadeirão tradicional para alimentação para usarmos em casa e usávamos a cadeirinha de pano, olhei para o meu filho sendo alimentado por meu marido sentadinho na cadeira, sustentado pela cadeirinha de pano, e pensei “ uau!!! Esse produto é mesmo incrível!!! Que solução fantástica para alimentar o bebê em casa, fora de casa, em qualquer lugar…toda mãe precisa ter um destes na bolsa!”. Neste momento, começaram as minhas pesquisas: google, Internet, blogs, mil e-mails pra cá, contatos pra lá… Logo mostrei aos amigos e família. Todos gostaram. Então, convidei minha cunhada para ser minha sócia. Na época, ela morava em Barcelona, mas tinha planos de voltar ao Brasil. Ela tinha bebê da idade do meu, sem trabalhar, também buscando uma maneira de conciliar trabalho e família, enfim, estávamos na mesma situação. E foi assim que começamos nosso negócio. Um ano depois desfizemos a sociedade, eu comprei a parte dela e continuei tocando o negócio.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Infelizmente, ainda não consegui realizar o que planejei. Neste meio tempo decidi ter outro filho, com o primeiro ainda pequeno, e as coisas acabaram por ficar mais morosas. Mas pretendo retomar com força total no segundo semestre, quando os dois estarão na escola à tarde, assim terei mais tempo para me dedicar ao Leva & senta.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
No meu caso, como na maioria das mães empreendedoras que eu conheço, eu decidi trabalhar com produto infantil. Eu o conhecia bem, porque o utilizava muito, então sabia que era mesmo útil e prático. Desta maneira, pude identificar o que ser deveria ser melhorado no produto. Além disso, eu conhecia bem o perfil do público-alvo, que são mães que gostam de sair com os filhos, ir a cafés, restaurantes, casa de amigos e família, e que são abertas a produtos novos e diferenciados.

Como dificuldade, posso ressaltar a falta de tempo para dedicação ao negócio, porque um empreendimento exige muita disciplina para o trabalho. As coisas não andam por si só, você tem que sentar e trabalhar algumas horas seguidas para as coisas renderem e acontecerem. Trabalhando em casa, você aproveita aquela horinha que as crianças estão na cama, mas também há dias em que elas decidem não dormir... e aí, tudo fica para outra hora.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom é você poder estar perto dos seus filhos e ao mesmo tempo ter uma atividade que não seja relacionada a eles e à casa. Mas vejo como ruim a frustração de não poder realizar o que me propus, por falta também de organização e disciplina.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma realidade. Cada vez mais as mães modernas querem se manter ativas, produtivas, mas sem abrirem mão de estarem ao lado da família.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Porque elas querem ter mais flexibilidade de horário, para poderem acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos. Em um emprego tradicional, você não pode ficar sem trabalhar uma semana toda porque seu filho está com febre, e nem comparecer a todas as reuniões na escola.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Acho incrível, superpositivo. Foi o caminho que encontramos para nos realizarmos tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Acredito que sim, mas desde que se tenha muita disciplina, organização e estrutura em volta para te dar o suporte necessário.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Primeiramente, monte o seu esquema diário para que tenha algumas horas livres e de preferência seguidas para se dedicar ao seu empreendimento. Pode ser uma funcionária, escolinha, avós, marido...

Gostou do trabalho da Taise?
Entre em contato com ela!

(19) 8139-0365       
levasenta@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tathy pensa que negócios começam, porque o mercado não proporciona o que as mães buscam

Tathy, com seu marido e filhos
Já publicamos aqui no blog algumas entrevistas de mães defensoras (com unhas e dentes!) do empreendedorismo materno. Tathyana Abreu faz parte deste time. Ela acredita neste formato de trabalho não apenas para gerar retorno financeiro, mas também como modo de vida, de construir a família, de exercer a maternidade ativamente e de conciliar os mil e um papéis que a mulher tem que exercer hoje na sociedade.

“Engana-se quem pensa que as mulheres estão retroagindo ao voltar ao lar. A mulher empreendedora tem visão de futuro e consegue enxergar além das suas necessidades. Muitos negócios começam em casa por uma falha no mercado que não proporciona o que a mãe está buscando”, afirma ela, que é mãe de Alice (5) e Rafael (1 ano e quatro meses) e idealizadora de A Doceria da Tathy. 

A Doceria da Tathy é uma empresa materna que oferece as mães de Brasília personalização de festas, doces gourmets e conta com uma linha orgânica de muffins e papinhas para as festas os pequenos.

O empreendimento possibilita que Tathy vivencie o lado bom e o lado ruim de estar em casa trabalhando. Ela fica com seus filhos em tempo integral, mas às vezes, eles exigem sua presença quando ela não pode estar ao seu lado. “Não tenho babá e nem empregada, eles estão comigo o tempo todo. Não tem emprego no mundo que me traria essa possibilidade (...) mas eles ainda não entendem que a mamãe trabalha em casa e me demandam atenção em momentos em que eu não posso atendê-los”, diz.

Além da dificuldade com os filhos, ela avalia que a empreendedora brasileira poderia ser mais reconhecida e apoiada. “Todo empreendedor brasileiro necessita provar o tempo todo que é bom. O produto nacional ainda é desvalorizado, principalmente o trabalho feito à mão”, explica.

Leia a íntegra da entrevista com Tathyana e saiba mais sobre a sua bela história.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Tathyana: Eu sou formada em psicologia e passei por algumas áreas de atuação dentro da minha profissão. Desde que me formei há quase seis anos trabalhei na área clínica e dividia consultório com meu sogro e meu marido. Porém, desde que voltei a trabalhar após o nascimento da Alice, eu sentia necessidade de estar mais presente com ela, em casa, só que não tinha idéia de como isso seria possível, já que eu tinha uma carga pequena de trabalho e fazia os meus horários. Entrei em conflito, fiz terapia, aluguei o ouvido do marido e bati muito a cabeça. Quando eu engravidei do Rafael, voltei a ficar tranqüila em relação ao meu trabalho, nada me afligia mais e aos poucos fui encontrando as minhas respostas. Os doces e as festas que sempre estiveram presentes na minha vida e se tornaram uma opção viável de trabalho e foi a partir daí que a Doceria da Tathy nasceu.
A Doceria da Tathy é uma empresa materna que oferece as mães de Brasília personalização de festas, doces gourmets e conta com uma linha orgânica de muffins e papinhas para as festas os pequenos.
Eu trabalho sozinha, mas conto com uma parceira na área de design gráfico, a Bia Argollo e artesãs da cidade que me ajudam a confeccionar os artigos de decoração das festas. E também conto com a ajuda indispensável da minha mãe que é a minha inspiração desde criança.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Eu vejo muitas facilidades porque o meu público são as mães e elas confiam em mim e no meu trabalho por se sentirem seguras em ter alguém fazendo pra elas o que elas mesmas fariam se tivessem tempo ou habilidade. Existe uma cumplicidade entre as minhas clientes e eu e acabamos ficando amigas no final das festas.
As dificuldades eu atribuo ao fato de que todo empreendedor brasileiro necessita provar o tempo todo que é bom. O produto nacional ainda é desvalorizado, principalmente o trabalho feito à mão. Outro dia ouvi de uma amiga se eu estava no mercado pra “tomar” o lugar das doceiras famosas da cidade. As pessoas não entendem que existe lugar no mercado pra todo mundo que é bom. Ninguém tira o lugar de ninguém. São essas pequenas provas que tornam muitas vezes o trabalho cansativo.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom é ficar em casa com os meus filhos e não ter que me deslocar para o trabalho. Não tenho babá e nem empregada, eles estão comigo o tempo todo. Não tem emprego no mundo que me traria essa possibilidade.
O lado ruim é que eles ainda não entendem que a mamãe trabalha em casa e me demandam atenção em momentos em que eu não posso atendê-los.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma forma de classificar as mães que conseguem se reinventar nos seus variados papéis de mãe, mulher, trabalhadora e dona de casa. Toda mulher tem um lado empreendedor.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Porque a maioria está em busca da satisfação profissional sem ter que deixar a maternidade ativa. Eu tenho várias amigas que optaram por trabalhar em casa e se sentem muito mais felizes.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Super positivo. A nossa geração não tem o peso de provar nada socialmente. Nós temos opção de escolher um formato nosso de viver a maternidade ativa aliada ao trabalho. Não carregamos o peso de competir com um homem o cargo de chefia na empresa. E engana-se quem pensa que as mulheres estão retroagindo ao voltar ao lar. A mulher empreendedora tem visão de futuro e consegue enxergar além das suas necessidades. Muitos negócios começam em casa por uma falha no mercado que não proporciona o que a mãe está buscando. Por exemplo: na minha empresa eu tenho uma linha de papinhas orgânicas para servir aos bebês nas suas festas de aniversário. Eu criei essa linha de produtos por uma deficiência no mercado local. Na minha cidade eu por enquanto sou a única que fornece esse tipo de alimentação.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Se você pensar que eu não necessito me transportar todos os dias para trabalhar, que eu não preciso terceirizar os meus filhos, que eles são mais saudáveis por serem cuidados por mim e quase não ficam doentes. Essa é uma prática muito sustentável.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Acho que cada um deve encontrar algo que goste de fazer. Mas tem que fazer bem feito, porque o mercado é exigente.

Gostou do trabalho da Tathy?
Entre em contato com ela!
adoceriatathy@gmail.com


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fernanda transformou sua paixão cotidiana por alimentação saudável em receita de sucesso

Fernanda e sua família
Paixão e oportunidade. Para Fernanda Yokoyama, da Capim Luz, a união destes dois ingredientes rendeu uma receita de sucesso. Quando a paixão pela alimentação saudável se uniu à oportunidade de se repensar a partir das maternidades (assim, no plural, por licença poética, porque Fernanda é mãe de quatro filhos!), nasceu a Capim Luz. “Depois do nascimento de cada um dos meus quatro filhos, sei que sou uma mãe melhor, uma pessoa melhor e que se não fosse a maternidade e essa pausa para poder cuidar deles tão de perto e de olhar para dentro de mim, jamais teria descoberto a possibilidade de transformar minha paixão em um negócio”, conta Fernanda.

Ela se refere à oportunidade que a maternidade lhe deu de olhar mais para si mesma e se repensar. “Acredito muito que todo esse tempo que me dediquei para meus filhos, e que parei de trabalhar, foram fundamentais para que o “muito óbvio” se tornasse de fato um trabalho”, diz.

Fernanda conta que sempre ouviu das pessoas que “levava jeito” na cozinha, que devia fazer algo com comida, mas mesmo assim não havia caído a ficha do que era possível ser feito. “Esse tempo voltada para mim, para minha família e minhas crianças fez com que eu pudesse ter um novo olhar sobre mim mesma, enxergando talentos e desenvolvendo habilidades, que dentro de outra rotina, jamais conseguiria perceber ou ter tempo para exercitá-las”, explica.

Para ela, a “maternidade nos traz uma possibilidade imensa de descobrir quem de fato somos, quando não estamos sendo “engolidas” pela rotina massante de um trabalho que nos poda demais, e que não nos permite desenvolver todo nosso potencial criativo”. É este poder criativo que faz tantas mães optarem por empreender. E, me geral, a descoberta se dá a partir de algo que era quase óbvio, que estava ali, saltando aos olhos, mas que faltava uma oportunidade como esta (uma pausa, um olhar para si) para enxergar.

Hoje, Fernanda se dedica aos filhos e à Capim Luz, uma empresa com atuação na área de bem estar e qualidade de vida e que tem por objetivo proporcionar ao seu cliente o início de uma integração corpo, mente e espírito, através de um programa abrangente de ações que visam trazer bem-estar e saúde, de maneira gradativa e individualizada. “Atendemos na casa dos clientes, e meu trabalho é ensinar as cozinheiras e empregadas um jeito mais saudável de preparar as refeições, seguindo os conceitos da culinária natural. Monto cardápio e envio todas as receitas, elaboro a lista de compras e ensino como preparar os pratos”, explica a empreendedora.

Ela conta que seu trabalho é uma paixão que faz parte de sua vida. “Na verdade, descobri que o trabalho que faço hoje para outras famílias é o trabalho que sempre fiz em minha casa. Apesar de ser algo novo para mim como profissão, realizar algo que pratico em meu dia a dia me deixa segura e confiante”, afirma.  

São muitos os desafios e dificuldades. E Fernanda compartilha os seus contando sua história de sucesso em uma entrevista gostosa de ler. Acompanhe abaixo a íntegra do depoimento desta super mãe.


Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Fernanda: Sempre gostei de cozinhar e não apenas colocar “a mão na massa”, mas estudar sobre o assunto, sempre buscando uma alimentação mais saudável. Venho de uma família que tem tradição na cozinha: avós super cozinheiras e minha mãe, que foi quem me iniciou na cozinha, tem uma capacidade de tornar tudo que faz gostoso demais.
Morei no Maranhão, num pequeno município dos Lençóis Maranhenses por quase seis anos, e lá abrimos uma pequena pousada e acabei assumindo a cozinha por todo este tempo em que estivemos lá.
Foi uma experiência incrível, e um grande aprendizado. Primeiro, porque nunca havia feito da cozinha meu trabalho e segundo porque a variedade de ingredientes em um lugar tão isolado é pequena e se virar com tão pouco foi outro grande desafio. Com o nascimento de cada um dos meus quatro filhos, a dedicação na cozinha e a busca por uma alimentação saudável ficou cada vez mais forte...
Me mudei para SP há quatro anos e com o nascimento da minha terceira filha, resolvi parar de trabalhar e me dedicar por completo à maternidade. Foi a melhor escolha que pude fazer...
Depois da terceira, veio o quarto filho, e trabalhar fora de casa se tornou algo cada vez mais distante e improvável para mim.
Comecei a sentir falta de trabalhar, e também a questão financeira começou a apertar... decidi que era hora de começar a pensar em voltar ao mercado, mas dentro de um esquema bem flexível, porque o mais importante era me manter presente na rotina das crianças.
No ano passado, me juntei com uma amiga, também mãe, e começamos a bolar o que fazer, de maneira que pudéssemos trabalhar e continuar ativas e presentes no dia a dia dos filhos...
A idéia de trabalhar com alimentação natural voltou com força total!
Depois de meses de conversas e planejamentos, nasceu a Capim Luz, uma empresa com atuação na área de bem estar e qualidade de vida e que tem por objetivo proporcionar ao seu cliente o início de uma integração corpo, mente e espírito, através de um programa abrangente de ações que visam trazer bem-estar e saúde, de maneira gradativa e individualizada. Atendemos na casa dos clientes, e meu trabalho é ensinar as cozinheiras e empregadas um jeito mais saudável de preparar as refeições, seguindo os conceitos da culinária natural. Monto cardápio e envio todas as receitas, elaboro a lista de compras e ensino como preparar os pratos.
Inicialmente converso com toda família e faço um ou dois dias de observação para entender a rotina alimentar da casa e feito isso, traçamos nosso plano de ação.
Todos falam suas preferências, expectativas e desejos, discutimos excessos e carências na alimentação da família e listo tudo que tem dispensa e na geladeira da casa para fazermos um “antes e depois”.
Aos poucos, vou fazendo trocas saudáveis, reduzindo consumo de gordura, sal e açúcar, apresento ingredientes novos, priorizo o consumo de alimentos orgânicos e integrais e assim a cozinha da casa vai ganhando novos sabores e ,muito mais qualidade. É saúde para toda a família!
É um trabalho que não toma meu dia todo, procuro sempre fazer as consultorias no período da tarde, e posso assim ficar em casa pela manhã, que é o horário que tenho os quatro em casa, e aproveito o horário de levar meus filhos para escola e de lá já sair para as casas, até o horário de buscá-los.
Tenho dado cursos nos finais de semana, e aí meu marido consegue assumir as funções com a cria toda, e saio tranqüila para trabalhar porque sei que eles estão bem.
Isso fortaleceu bastante meu relacionamento e também a relação dos meus filhos com o pai. Fica bom para mim, bom para as crianças e me sinto realizada tanto profissionalmente e como mãe.
Na verdade, descobri que o trabalho que faço hoje para outras famílias é o trabalho que sempre fiz em minha casa. Apesar de ser algo novo para mim como profissão, realizar algo que pratico em meu dia a dia me deixa segura e confiante.   

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Agora, além da rotina toda de casa e crianças, ainda tenho o trabalho...
Tenho que me desdobrar... normalmente sento no computador, depois que todos dormem, e fico até 1, 2 horas da manhã pesquisando receitas, montando cardápios, respondendo emails...
Me sinto mais cansada, mas realizada!
Ainda não realizei tudo que queria quando resolvi começar este trabalho. No ano que vem quero lançar uma loja virtual com produtos naturais e lançar uma linha de congelados naturais.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
As facilidades, ainda mais no meu caso, pensando na produção de comida e congelados naturais, é poder trabalhar dentro de casa, podendo fazer pausas para um lanche, atender a uma solicitação de um filho, não fazer nada caso alguém esteja doente... mas ao mesmo tempo que isso pode ser um facilitador, também cria algumas dificuldades...fazer com que a criança entenda que mesmo você estando em casa, também está muitas vezes trabalhando...
Para a criança muitas vezes não faz o menor sentido ver você sentada ao computador, enquanto ela quer brincar... essa é uma dificuldade tremenda às vezes...

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma possibilidade de seguir com uma profissão, acompanhando de perto o desenvolvimento dos filhos.
É não abrir mão de tomar um café da manhã gostoso com os filhos, de dar um passeio numa manhã de quarta feira, de levar as crianças à escola e dar um beijo gostoso desejando boa aula, é ajudar naquela lição de casa difícil, cuidar de uma machucadinho assim que a criança caiu... fazer um bolo a 4, 6 ou até 8 mãos... observar como o desenho está mais detalhado e com o traço mais firme... brigar para que todo dia escovem os dentes após as refeições e levem o prato para pia...
Coisas que parecem pequenas e sem importância, mas que fazem uma diferença enorme para educação das crianças... e uma satisfação enorme para nosso coração de mãe!

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Porque tem sido muito difícil para a mulher se manter dentro do esquema formal de trabalho, onde as pessoas chegam no trabalho às 8, 9 da manhã e saem às seis ainda para pegar horas de trânsito na ida e na volta do serviço e ainda chegarem cansadas demais em casa para ficar com os filhos.
Sei que muitas mães não tem outra opção, mas acredito que todas tem potencial para desenvolver um trabalho empreendedor, descobrir e apostar em suas habilidades, desenvolver outras e começar seu próprio negócio.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Acho muito positivo, porque as mulheres vivem um dilema quando acaba a licença maternidade e elas precisam abrir mão dos cuidados do bebê para retornar ao trabalho.
O empreendedorismo materno cria essa possibilidade de aliar as duas coisas, o retorno ao trabalho e a continuidade dos cuidados com os filhos.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
No meu caso, a única solução! Não consigo me ver fazendo outra coisa, de outra maneira tendo quatro filhos para criar.
Consegui encontrar algo que eu adoro fazer, que me dá satisfação profissional e pessoal, consigo ajudar nas contas de casa (que com esse bando de filhos a conta é bem graaaaaande....) e ainda cuidar da prole...

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Ter seu próprio negócio acaba exigindo muito mais... não existe um horário certo de trabalho, salário fixo, e acabamos tendo que desenvolver mil funções ao mesmo tempo.
Disciplina, paciência, paixão (sempre!), dedicação e bom humor.

Gostou do trabalho da Fernanda?
Entre em contato com ela!
Fernanda Yokoyama
(11) 99416751

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Workshop de introdução de alimentos "Do peito à panela"

Reproduzo abaixo a divulgação do workshop de introdução de alimentos "Do peito à panela", iniciativa 100% de mães empreendedoras do Atividades maternas.






Muito feliz estamos aqui para compartilhar com vocês a segunda edição de nosso workshop DO PEITO À PANELA.

A idéia desse projeto surgiu junto com a nossa própria necessidade de refletir sobre como introduzir alimentos para nossos filhos.
Percebemos que muito do drama que envolve a questão é o COMO  esse processo se dá.
Maternagem ativa é estar ativa e consciente em suas escolhas e a intenção de nosso encontro é indicar os vários caminhos possiveis.
Alimentação saudável é sempre a opção certa e uma história de alimentação  onde respeito e amor são parte integrante é melhor ainda.

Teremos apresentação de vídeos, roda de conversas, palestra com o pediatra neonatal Cacá, degustação de receitinhas e cada participante receberá um gracioso livreto de receitas.

Serão dois dias.
dia 24 de setembro das 14 às 18h e
dia 25 das 9 às 13h
Lá no Espaço Nascente, q fica na rua Grajaú, 599, Perdizes.

Para se inscrevem mande email p atividadesmaternas@yahoo.com.br ,

Valores de 150 reais até dia 16/09 e 170 reais até o dia do workshop.

Mães com pais, sem pais, com babás, sem babás, com avós, gato, papagaio, periquito, são bem vindos.
Com bebês de colo, sem colo, andantes, mamantes ou até na barriga, são convidados de honra.