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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Para Natália, mães empreendedoras são uma legião

Natália e suas filhas
Para uma mãe empreendedora, o retorno financeiro nunca chega logo, mas o retorno materno é imediato. Natália Piassentini insiste: “se seu objetivo é ganhar dinheiro rápido e fácil é melhor trabalhar fora, mas se deseja realizar um sonho, fazer o que gosta conciliando com o maternar vale a pena se atentar para o fato de que o retorno nem sempre chega logo”. Mãe de Giulia (8) e Maria Clara (9 meses), ela vai sempre aos poucos. E conquista cada dia mais. Seu hobby como blogueira lhe rendeu propostas de trabalho e parcerias que fizeram da escrita e do mundo materno sua nova profissão.

Hoje, ela tem seu blog, uma coluna mensal num portal e coordena um grupo voltado para encontros com mães sobre maternidade e filhos.

Antes, ela trabalhava na empresa do sogro com contabilidade. “Estava satisfeita, mas não era minha área”, conta ela, que estudou psicologia e, ao engravidar, trancou o curso no final do terceiro ano. “Hoje, me sinto realizada por fazer algo que gosto e já tenho novos projetos a caminho”, revela.

Ela conta que ser mãe empreendedora é estar todo tempo se dedicando aos filhos e à carreira de uma nova forma. Mas reconhece também que é preciso dispor de oportunidade e um contexto favorável para empreender. “Infelizmente, algumas não podem se dar “ao luxo” desta louvável opção, pois muitas vezes são elas o chefe da casa. Admiro muito essas mães também!”, diz.

Mas ela defende a mãe empreendedora: “muitas mães são taxadas de aberrações pela sociedade por abrir mão de sua carreira profissional pelos filhos. Claro que existem mães que não podem fazer isso, mas as que podem não se sintam perdidas em meio a esses palpites alheios. Eu faço minha parte, tento mudar a educação das minhas filhas com mais carinho, mais toque, mais conversa, mais afeto. Não que isso seja impossível com aquela mãe que trabalha fora, não é isso que quero dizer. Quero apenas afirmar que se você pode mudar o mundo do seu filho hoje por que deixar para outras pessoas fazerem isso por você?”, questiona.

E ela ressalta o espírito coletivo da mãe empreendedora: “Não somos mães empreendedoras solitárias, somos uma legião. Basta rugirmos um pouco mais alto para que todas outras respondam e apareçam”.

Natália conta sua história de sucesso na entrevista abaixo. Ela informa que faz parcerias no blog pessoal. “Qual mãe não procura o melhor para seus filhos?”, pergunta. “E nada melhor que as indicações de outras mães sobre o que há de melhor no mercado. Testados por quem mais entendem do assunto, os pequenos. Essa ideia aproxima o real em meio a tantos outros veículos de comunicação na internet. Provado e aprovado por meus leitores. E proporciona um retorno consideravelmente interessante aos anunciantes”, afirma.

Leia a entrevista e veja como entrar em contato com Natália a seguir.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa... 
Natália: Abandonei a vida profissional fora de casa para me dedicar a minhas filhas, em casa mãe 24 horas por dia. Arranjei um tempinho para criar um blog sobre o desenvolvimento da minha mais nova obra prima de nove meses. E tamanha proporção esse projeto tomou, que através do blog recebi valiosas propostas de trabalho.
Hoje, continuo com o blog oferecendo dicas e sugestões para meus leitores de produtos testados pelas minhas filhas originárias das parcerias de publicidade, e também escrevendo uma coluna para o portal Grávidas em Campinas
http://www.gravidaemcampinas.com.br/ e o mais novo projeto com o Grupo Vínculo http://gvinculo.blogspot.com/ para coordenar o grupo Vínculo Materno que é uma extensão do Vínculo, mas voltado para os encontros com as mães e seus bebês.

Quando tudo começou? Como funciona?
Começou após minha segunda gravidez. O convite de escrever no portal originou-se depois parceria com a loja da proprietária do portal Grávidas em Campinas, que passou a visitar constantemente o blog e então surgiu a ideia de escrever uma coluna mensal para o portal contando resumidamente sobre os fatos marcantes do desenvolvimento de cada mês da bebê. Já a coordenação do Vínculo Materno originou-se a partir dos encontros que frequentei com o Grupo Vínculo durante toda gravidez e o pós, e pelo insaciável interesse sobre este universo materno.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Trabalhava na empresa do meu sogro de contabilidade, com meu marido também, estava satisfeita, porém, não era minha área. Estudei psicologia e, no entanto ao engravidar tranquei o curso no final do terceiro ano.
Hoje, me sinto realizada por fazer algo que gosto e já tenho novos projetos a caminho. Mudei o contexto e estou completa com o rumo que minha vida tomou.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Sendo mãe de duas 24 horas por dia me sobra alguns minutos para ser esposa, dona de cada e empreendedora sim! Faço meus horários, mas sempre dando prioridade as necessidades do bebê. Tenho o projeto de fazer um curso de Doula e me dedicar a esse trabalho, porém, não tão já, pois não quero colocar a bebê numa escolinha antes dos dois anos. Pois sei que para me dedicar a esse trabalho terei que reservar um tempo definido para ele, e com criança em casa esse tempo é cada vez mais raro.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O lado bom definitivamente é poder acompanhar de perto o desenvolvimento delas, não ensinar ninguém a fazer o que – sendo eu uma mãe perfeccionista – levaria horas para ensinar alguém a fazer e ainda acharia defeitos.
O lado ruim do home office é que nunca poderemos dizer a um bebê que está chorando, com fome, com sede, com sono que agora a mamãe está ocupada. Sempre somos interrompidas.

O que é empreendedorismo materno para você?
É uma mãe-mulher-empreendedora que se abdicou da sua carreira fora de casa para estar perto dos filhos, trabalhando em casa, não necessariamente em casa, mas trabalhando e cuidando dos filhos. Ou que mudou o rumo da sua profissão após o nascimento dos filhos.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
No meu ponto de vista, acredito que essas mães sentiram a necessidade do “cuidar de perto” ser mais valioso do que o trabalho lá fora. Infelizmente algumas não podem se dar “ao luxo” desta louvável opção, pois muitas vezes são elas o chefe da casa. Admiro muito essas mães também!

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Depende da mulher. Eu, por exemplo, não consigo ficar em casa, não consigo ficar parada, sempre procuro me atualizar, me informar para não virar uma mulher alienada aos filhos.
Uma mãe que abriu mão de sua carreira e fica em casa e trabalhando no computador, lavando roupas o dia inteiro, limpando casa, cozinhando e não tem tempo para fazer uma atividade bacana com os filhos não está fazendo valer a pena esta oportunidade.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Para muitas sim! No meu caso ainda não, mas veja bem, ainda – a intenção é que logo seja.

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Se o objetivo é ganhar dinheiro rápido e fácil é melhor trabalhar fora, mas se deseja realizar um sonho, fazer o que gosta conciliando com o maternar vale a pena se atentar para o fato de que o retorno nem sempre chega logo. É preciso paciência e dedicação. Não adianta achar que sabe o segredo da alma do empreendedorismo, é necessário destaque. Não ser apenas mais um em meio à multidão.

Gostou do trabalho da Natália?
Entre em contato com ela!


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Blog começa como hobby e pode virar trabalho

Marcella com a filha, Sophia
Marcella Ruschel Stelle começou blogando por hobby e hoje vislumbra em seu blog um potencial profissional. Por enquanto, concilia o Mon Maternité - Blog sobre maternidade com outras atividades e os cuidados com a pequena Sophia (2 anos e 8 meses).

Mas os sonhos estão aí para serem sonhados e, como defende a própria Marcella, a blogosfera materna tem espaço para todo mundo e demandas sem fim. 


Estar em rede e compartilhar experiências com outras mães parece ser uma das coisas mais positivas de ser mãe no mundo de hoje.

Confira abaixo o depoimento que Marcella mandou para nosso blog. Entre outras questões, ela fala da importância de ser coerente: “Não faço propaganda daquilo que não gosto nem daquilo que não acredito! Não posso, por exemplo, falar da importância de uma alimentação saudável e divulgar salgadinhos cheios de conservantes!”, diz.

Leia a íntegra do depoimento:

Sou Marcella Ruschel Stelle, 24 anos, de Curitiba-PR, casada, mãe, ½ jornalista, futura estudante de psicologia, faz-tudo menos ser dentista num consultório odontológico desde os 13 anos no qual hoje sou sócia. UFA! Mas nem sempre foi assim! Há pouco mais de três anos, eu era apenas a Marcella Ruschel, 20 anos, curitibana, solteira, estudante de Jornalismo, faz-tudo menos ser dentista no consultório da mãe e namorando. Numa quarta-feira de outubro minha vida mudou: eu estava grávida! Não tinha vontade, desejo, sonho ou pretensão de ser mãe. Não naquele momento!

Mas não tinha como fugir. Foi através de uma tira de papel submersa num copinho descartável cheio de xixi que eu vi uma faixa cor de rosa subir tira acima e duas listras surgirem como mágica. Me vi sozinha, sem ter ninguém para desabafar ou mesmo me inspirar. Tudo era tão longe, todos estavam tão longe de mim naquele momento, que me senti sozinha.

Sophia, minha princesa, nasceu em fevereiro de 2009. Em maio do mesmo ano, fui morar com meu namorado (pai da Sophia) e me vi sendo mãe, “esposa”, dona de casa, tudo junto e misturado. Mal sabia cuidar de mim, teria agora que cuidar de uma família. Não foi fácil. Todas as dúvidas, incertezas, medos e tristezas precisaram ser deixadas de lado e aceitar a minha nova vida.

Mas depois de dois anos, as coisas de acalmaram e eu consegui (acho que consegui) entender e conciliar tudo o que a vida de mulher-mãe-esposa-profissional-amiga-filha-irmã necessitam. Foi por isso que em fevereiro de 2011, eu resolvi compartilhar com o mundo a minha história na esperança de ser apoio para alguma menina que estivesse numa situação difícil. Nasceu assim o Mon Maternité (Minha Maternidade em francês).

Minha idéia sempre foi contar através de textos as minhas histórias, e se por algum acaso alguém me achasse nesse mundo virtual, pudesse conhecer e tentar achar uma “saída” para sua dificuldade. No início, achei de seria a única no mundo a ter essa idéia. Que engano!! Logo que criei o Mon Maternité, entrei no SR GOOGLE e escrevi no quadro de busca “Blog Maternidade”. Resultado: váááários; “Blog Mãe”, centenas; “Blog Filhos”, infinitos .... pensei em desistir. Mas minha mãe (patroa, sócia, amiga e incentivadora) falou “Vai em frente, Deus vai te abençoar!” e eu fui!

A cada blog que eu visitava eram tantos seguidores, tantos comentários, tantos selinhos, tantos textos, achei que não haveria lugar para mim. Mas foram surgindo uns comentários, e os seguidores, e os selinhos, e alguns email de elogios... fui ganhando um espaço na “Blogosfera Materna”.

Desejei mais e fui atrás de parcerias com marcas de que gosto, algumas me deram NÃO como resposta mas outras me honram com seu “OK, confiamos em você!”. Me presentearam com produtos e me deram liberdade para fazer o que quisesse: é claro que optei por presentear aqueles que me prestigiam, fazendo sorteios!

Se disser que não desejo chegar ao TOPO, como ter um site, onde as marcas me procurem dispostos a me patrocinar e fazer do meu sonho íntimo e pequeno meu trabalho, estarei mentindo! Mas estou cada dia mais feliz com meu cantinho.

Hoje, pelo prazer que tenho em blogar, me desdobro em mil para conciliar todas as tarefas. No consultório, entre um paciente e outro um na hora do almoço, corro para frente do computador para blogar. Minha patroa que às vezes briga, mas fazer o que? O computador é meu! Em casa, sou mãe e esposa, a dona de casa “funciona” nas horas vagas, ou seja, fica para segundo plano! Minha filha estuda em período integral na escola e o marido (depois de dois anos de mãe/pai, nos tornamos marido e esposa) acabou de passar em Engenharia Elétrica na UTFPR (Universidade Tecnologia Federal do Estado do Paraná), então só estuda!

O blog nasceu como algo totalmente íntimo e pessoal, e hoje vejo nele algo profissional. Não que eu ganhe dinheiro com ele (embora seja um sonho distante), mas me sinto na necessidade de apresentar bons textos, com uma gramática correta e sem omitir, muito menos mentir nada! Não faço propaganda daquilo que não gosto nem daquilo que não acredito! Não posso, por exemplo, falar da importância de uma alimentação saudável e divulgar salgadinhos cheios de conservantes! É claro que publico algumas fotos da família, até porque é uma maneira de mostrar intimidade e uma certa seriedade, mas não vendo a imagem da minha família, principalmente da minha filha em função de promoção e propaganda.

O nicho “maternidade” cresce diariamente. Tudo que é novo, moderno, tecnológico e sustentável, mãe “compra”. Se é para facilitar a vida, melhor ainda. Ganhar dinheiro com maternidade é fácil, mas não se pode errar, um deslize será fatal! Com essa “Blogosfera Materna”, mãe se une e derruba ou constrói muitas coisas. Lembram-se do caso da mãe que foi proibida de amamentar seu bebê numa exposição? O que as mães do mundo virtual fizeram: promoveram “Mamaços Coletivos” em várias cidades brasileiras como “protesto”.

Ser mãe já é ter várias mãos, pernas, braços e neurônios à mil! Se nos conectamos à internet, a velocidade tem que ser banda-larga, com wireless sem fio! Ainda tem espaço para muitas novidades na maternidade, a gente aprende usando! Não pode desistir e tem que estar sempre procurando coisas novas. Seja um sorteio, seja uma promoção ou compartilhando uma nova história!

Gostou do trabalho da Marcella?
Entre em contato com ela!
Marcella Ruschel Stelle

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dicas para mães blogueiras

Bem simples e bacana este artigo do blog The Mom Entrepreneur.

Ele dá dicas para mães blogueiras organizarem e manterem seus blogs.

Fiz uma tradução livre com adaptações abaixo.

Vale observar que as dicas são gerais e que cada blog tem sua especificidade em função do seu tema ou objetivo.

Vale também dizer que a cultura de blogar muda também de lugar para lugar, em função do público e de outros aspectos relacionados ao propósito da sua publicação.

E além das dicas dadas pela autora, eu acrescentaria duas:
- Linke seu blog: crie janelas externas, para outros conteúdos. Na web, o segredo é se aninhar, encontrar seus círculos e circular!
- Divulgue seu blog: tenha perfis em redes sociais como o twitter, o Facebook e o Google+ e divulgue sempre os novos posts para seus grupos de amigos. Vale também divulgar o lançamento do blog em redes de temas correlatos ao da sua iniciativa.

Seguem as dicas de Stacey Agin Murray.

Programar-se: separe tempo na sua agenda e veja quantos dias por semana você vai conseguir postar. Tente manter a sua programação.

Fazer uma pauta: compile tópicos que você quer discutir em seu blog e determine quando escreverá sobre eles.

Divida o blog em sub-espaços: crie temas e subtemas para deixar seu blog mais útil. Dependendo do assunto do blog, pode ser melhor dividir em datas / períodos do ano.

Delegue: compartilhe a manutenção com colaboradores(as) e outros blogs de interesse e temas semelhantes e linke para seu blog.

Organize: você deve chamar a atenção do leitor nos primeiros três segundos de sua chegada em seu blog. Se eles passam os três segundo navegando por fotos, vídeos e anúncios para encontrar o seu post mais recente, eles podem não voltar e ficar frustrados.

Mantenha a aparência do seu blog simples e dinâmica.

Atualize: tenha sempre uma postagem recente. Se estiver de férias, deixe mensagens prontas ou avise que passará por um intervalo.

Dê manutenção: mantenha todas as fotos e vídeos para o seu blog em uma pasta. Uma vez por mês, reveja seus tópicos e subtópicos e faça as mudanças necessárias.