quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ângela personaliza e decora festas, e a vida é que fica mais bonita

Ângela com a filha, Gabriela
Para toda mãe empreendedora existe uma “luzinha” que acende e deflagra o processo empreendedor. Para Ângela, quem acendeu esta luz foi um professor da faculdade, ao fazer uma pergunta em sala de aula. “A partir daí comecei a me especializar em personalização de festas infantis. Na época, eu fazia muito Scrapbook Digital que foi o que me deu base e diferenciação no meu estilo de trabalho”, recorda.

O trabalho em casa permite que ela concilie o retorno financeiro com os cuidados com a pequena Gabriela. “Quando eu olho pra ela e vejo o indivíduo que ela está se formando me sinto realizada, porque apesar dela ser minha primeira filha, acredito que estou acertando em sua criação”, diz.

Ela é empreendedora convicta, mas afirma: “não é para todo mundo”. “Isso depende muito de mãe pra mãe. Pra mim, foi super positivo poder trabalhar em casa e cuidar da minha filhota”, diz.

A idealizadora da Ângela Cristina Designs conta sua história em entrevista o nosso blog.

Confira abaixo a íntegra da entrevista e saiba mais sobre esta mãe empreendedora de coração.

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa...
Ângela: Eu trabalhava e fazia faculdade. Saí do emprego pra procurar algo que tivesse mais a ver com meu curso (Publicidade e Propaganda). Só que quando se está grávida é mais complicado achar né? [risos] Passada a gravidez, veio a dúvida de trabalhar fora e deixar minha gatinha com outra pessoa ou ficar em casa e ser mãe em tempo integral. O lado mãe falou mais alto. Em uma das aulas, na faculdade, um professor fez uma pergunta intrigante: "Quem já estava ganhando dinheiro com o curso?". E já devíamos estar fazendo layouts de folders de festas (aquelas que divulgam data, hora, local, com fotos de garotas e bandas) e eu que já fazia as coisinhas pro aniversário da Gabi pensei "Por que eu não estou fazendo isso?". Com certeza, esse "sacode" foi do meu professor Carlos Peliceli e a partir daí comecei a me especializar em personalização de festas infantis. Na época eu fazia muito Scrapbook Digital que foi o que me deu base e diferenciação no meu estilo de trabalho.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Já trabalhei em diversas áreas (como vendedora, atendente, monitora), mas eram coisas impostas pelas empresas, tudo muito normal, igual a qualquer trabalho e trabalhador. Não me sentia infeliz ou algo assim não! Sempre trabalhei nas empresas enquanto aquilo me fazia bem, afinal de contas pra mim não importa no que estamos trabalhando e sim como desempenhamos aquela função, e graças a Deus sempre fui muito sortuda nessa área [risos]. Agora, depois de ser mamãe, não queria deixar minha filha com outra pessoa. Aí, juntei o útil ao agradável. AMO o que faço. Trabalho em casa com algo que me deixa muito feliz e posso fazer o que pra mim é a minha maior função agora: "Criar minha filha". Quando eu olho pra ela e vejo o indivíduo que ela está se formando me sinto realizada, porque a pesar dela ser minha primeira filha acredito que estou acertando em sua criação.

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe? Qual o lado bom e o lado ruim?
A facilidade é justamente poder acompanhar todos os passos dos filhos (primeiras palavras, engatinhar, andar, se vestir, ir pra escola), dificuldade (a minha) é de por horário [risos] Às vezes, fico até meia noite ou mais no computador fazendo serviço [risos], mas acredito que isso não se aplique a todas as mamães empreendedoras, estou começando a ajustar isso [risos] No resto, faço o que a maioria das mamães fazem: arrumo casa, tomo conta da minha filha... Não tenho empregada. Faço tudo com a ajuda do maridão. Mas me sinto bem mais realizada assim, com minha filha sempre perto e acompanhando seu desenvolvimento.

O que é empreendedorismo materno para você?
É poder conciliar a vida de mamãe com a realização da vida profissional, sem prejudicar nenhum lado.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Pra ficar mais próxima de seus filhos, acompanhar as fases da vida deles, não abrir mão de dar uma boa educação... para mim, o principal foi isso na hora de decidir...

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Isso é muito relativo. Conheço mulheres que não largam a vida profissional e acham super normal colocar uma babá ou empregada pra tomar conta de seus filhos, então pra mim isso depende muito de mãe pra mãe. Pra mim, foi super positivo poder trabalhar em casa e cuidar da minha filhota.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Sim, você realiza o sonho de ser mãe num todo (não só de gerar uma vida, mas moldá-lo, ensiná-lo para vida) e de se sentir útil perante a sociedade e não se sentir dependente do maridão [risos].

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Amar aquilo que se propõe a fazer! Acho que a partir dai já faz tudo, por que não é nada fácil por que nem mãe nem empreendedora tem hora, não tem salário fixo, 13°, ferias, feriado... [risos] Principalmente no começo (dos dois). Você decidir ter um filho já é um grande passo, ser mãe empreendedora mais ainda...

Gostou do trabalho da Ângela?
Entre em contato com ela!  
(61) 9682-0675 ou 8603-3854
angelacristinadesigns@hotmail.com
http://www.angelacristinadesigns.blogspot.com/
http://www.elo7.com.br/angelacristinadesigns/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A importância da comunicação nos empreendimentos maternos

Estes dias, fiz uma breve enquete pela nossa página no Facebook. Perguntei às mães empreendedoras sobre a importância da comunicação para seus negócios. Obtive algumas respostas que vou compartilhar, mas antes gostaria de dizer por que resolvi fazer esta breve enquete.

Tenho me deparado com belíssimas histórias de empreendimentos maternos. Uma mais tocante que a outra. Em função do blog, onde publico estas histórias, estou em contato com este mundo fascinante.

Estas mães são super antenadas com comunicação e empreendem também neste aspecto: criam, redigem e administram seus blogs e sites como ninguém. No entanto, algumas não conseguem manter as estratégias de comunicação por um longo prazo, porque comunicar – e manter contato com seu público - é uma grande demanda, quase do mesmo tamanho do que a demanda de tocar o negócio para frente!

Esta é uma demanda que - hoje em dia - não dá para levar na brincadeira, porque comunicar é existir. Ser é ser visto, como diria uma grande amiga.

Planejar e comunicar

Comunicar caminha junto com planejar. Não adianta ter uma bela idéia na cabeça. Ao falar desta idéia para o mundo, ela precisa ter começo, meio e fim, um plano de ação, princípios, valores, missão, um sentido de existir no mundo. Do contrário, não se trata de comunicação, mas de fazer puro marketing ou publicidade.

Comunicar para mim, a princípio, é dialogar, contar histórias, falar com o mundo, com as pessoas. Marketing e publicidade são estratégias de comunicação relacionadas ao objetivo de vender uma idéia ou produto.  Há méritos em cada uma destas estratégias, claro. E cada uma serve a um determinado propósito. Mas há diferenças entre elas que precisam ser observadas e respeitadas quando se pensa em estratégia de comunicação.

Hoje, com as redes sociais, a comunicação ganha muito (e nós também!), porque as pessoas não compartilham coisas em que não acreditam. Ou seja: as redes sociais são grandes aliadas das mães empreendedoras e do que está sendo chamado de "comunicação (para alguns marketing) da verdade”.

Se você não tem dinheiro para investir em peças tradicionais, como anúncios, jornal, revista, flyers, folders (panfletos) e outros produtos impressos, e mesmo em um site mais incrementado, os blogs são outra opção gratuita e intuitiva e relativamente fácil de administrar.

Só não se iluda. A internet é uma grande aliada da mãe empreendedora, mas para estar na rede também é preciso planejar e manter seus veículos atualizados e seu público informado e com retorno. Do contrário, seu produto termina perdendo credibilidade. Acredite. Mesmo não tendo aparente relação com o produto, o fato de não se comunicar ou se comunicar com “ruídos” (por exemplo, deixar seu público sem resposta ou muito tempo sem informação) pode influenciar a opinião sobre a sua marca. Fique atenta!

Depoimentos

As opiniões de algumas mães empreendedoras que colhi sobre comunicação vão ao encontro destes comentários. As redes sociais são as campeãs de preferência e uso entre as várias estratégias e produtos de comunicação possíveis. Marcella Ruschel Stelle, do Mon Maternité, por exemplo, afirma que as redes sociais são o meio que ela mais usa, mas ela acredita que a televisão seja o meio mais "poderoso". A televisão é de fato o veículo de maior audiência no país. No entanto, não traz alguns benefícios que a internet proporciona, como a abrangência internacional e a possibilidade de falar para um público específico.  Em alguns casos, é melhor falar para 100 pessoas que são seu “target” do que falar para um milhão que não vão se interessar pelo que você tem a dizer ou vender.

Anna Marcia Gallafrio, da Natural Coaching, também aposta nas redes sociais, mas combina com mídias impressas mais “tradicionais”. “Uso as redes sociais e emails, além de cartões de visita em locais estratégicos. Para mim é importantíssimo quando sai uma matéria num bom site, massivo. É importante se comunicar porque essa é a base do meu trabalho”, diz.

Bruna Hess, da Ideias, Fricotes e Comidinhas, entende este relativismo e comenta que a comunicação demanda energia e é melhor focar do que se perder em muitos produtos. “Eu utilizo muito o Facebook, Twitter e estou finalizando meu site. Na verdade, acredito que depende muito do segmento do seu trabalho. Existem diversos meios de comunicação e talvez sua empresa não se encaixe em todos. É preciso tomar cuidado para não deixar as informações "paradas", por isso, é melhor focar no segmento que melhor encaixe sua empresa do que se ter vários meios de comunicação e não conseguir "tomar conta" de todos”, diz.

As redes sociais também são o principal meio de divulgação para Mercia Morais, do Recanto Mãe Coruja. “Estamos fazendo o site também, mas ainda acho que falta alguma coisa”, diz.

Fernanda Yokoyama de Carvalho, da Capim Luz, lança mão da mesma estratégia de Anna Marcia em relação a cartões de visita e produtos impressos e é a única que questiona o poder das redes sociais. “Acho super importante utilizar diversos meios de comunicação para divulgar meu trabalho. Tenho material de divulgação que fiz recentemente e que tenho distribuído: folder e cartão de visita, e além de entregar pessoalmente, deixo em locais estratégicos que sei que circulam pessoas que possam se interessar pelo meu trabalho (lojas de produtos naturais, por exemplo). Fiz um blog, mas ainda estou criando o hábito de alimentá-lo... o site está em construção, tenho Facebook... mas o que tem me trazido mais resultados é o velho "boca à boca", esse é o que mais funcionou até agora”, afirma.

Ela conta que o Facebook é o que menos tem efeito: “tem visibilidade, mas até hoje não me rendeu pessoas para fazer curso ou que tenham se interessado em fazer consultoria em casa, mas tenho testado tudo que posso”, diz.

A rede social, em tese, reproduz justamente o princípio do “boca a boca”, porque as pessoas recebem a comunicação de alguém ou alguma instituição que já conhecem ou com quem tem relação de confiança. Mas elas não são infalíveis! E também é preciso usá-las moderação. Podemos, mais adiante, falar de etiqueta para presença nas redes sociais.

Por enquanto, fico por aqui.

Espero poder escrever mais sobre a importância da comunicação para empreendimentos maternos.

Um abraço!