sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Camomila, criatividade e maternidade: Letícia junta tudo em seu ateliê

Letícia com o filho, Dan
A maternidade trouxe para Letícia a calma, a serenidade e o cuidado – além da inspiração, claro! – da Camomila. Ela fez do chá e da dedicação a seu filho, Dan, motivo de seu ateliê, o Chá de Camomila, em que cria bonecos, slings e acessórios com estampas e combinações inspiradas na natureza e seus elementos. “Tudo começou há mais de dois anos, com a ideia de permanecer mais próxima ao meu filho e de poder trabalhar melhor a minha criatividade, dando luz às histórias e contos que eu sempre gostei de explorar”, conta Letícia.

Ela explica que sempre admirou o movimento das mulheres ao redor do mundo que não abriam mão de estar com os filhos e ao mesmo tempo não abandonavam a vida profissional, tornando-se empreendedoras bem sucedidas. “Foi duro, mas hoje tenho o maior orgulho de fazer parte desse movimento”, diz, acrescentando que é de uma família empreendedora.

Como hobby, ela fazia bonecos inspirados em desenhos do seu filho e vendia. “Daí, com toda a pressão do trabalho e a dificuldade de me dedicar às minhas prioridades, veio o impulso de buscar algo melhor e decidi que valia a pena investir numa nova possibilidade”, relembra.

Ela alerta que empreender é uma escolha. E não é nada fácil! “É escolher ser mãe e profissional integralmente, com toda coragem que isso exige, conciliando o que para tantos parece inconciliável”, diz. O lado bom e o lado ruim de ser mãe e empreendedora ela nos conta nesta entrevista.

E afirma: “Acima de tudo, tem que vir do coração, que é para dar a força e a coragem necessárias. Nem tudo são flores e as dificuldades são muitas, mas elas também têm sua beleza: obrigam-nos a evoluir e isso é sempre positivo”.

Confira a entrevista na íntegra e saiba mais sobre a história de Letícia, Dan e o chá de camomila...

Blog EM: Conte um pouco sobre a sua iniciativa: o que é? Como funciona?
Letícia: A Camomila é uma marca de acessórios para pais e filhos que une design ao artesanal. São bonecos, slings e acessórios cheios de estampas e combinações bem coloridas, inspirados na natureza e seus elementos. Começou há mais de dois anos, com a ideia de permanecer mais próxima ao meu filho e de poder trabalhar melhor a minha criatividade, dando luz às histórias e contos que eu sempre gostei de explorar.
Trabalho sozinha. No começo, eu não tinha guardado muito dinheiro para poder investir e foi tudo na base do “do it yourself” [faça você mesmo, em inglês] – das costuras todas ao meu site/blog, as fotos, as produções... Eu só tinha investimento para comprar o primeiro lote de tecidos, pagar a hospedagem de site na internet e imprimir uns folhetos, que ficaram tão feios, que acabei nunca usando! Mas a vontade de construir algo novo tendo a chance de estar mais perto do meu filho e fazendo o que eu gostava muito me deram bastante força e motivação para seguir. Sempre admirei o movimento das mulheres ao redor do mundo que não abriam mão de estar com os filhos e ao mesmo tempo não abandonavam a vida profissional, tornando-se empreendedoras bem sucedidas. Foi duro, mas hoje tenho o maior orgulho de fazer parte desse movimento.

Como era seu trabalho antes e como é agora? Você realizou o que queria quando resolveu empreender?
Antigamente, eu trabalhava num grande jornal. Eu gostava, mas a rotina era um tanto estressante e os momentos de qualidade com meu filho eram escassos. Como hobby, eu fazia bonecos inspirados em desenhos do meu filho e vendia. Daí, com toda a pressão do trabalho e a dificuldade de me dedicar às minhas prioridades, veio o impulso de buscar algo melhor e decidi que valia a pena investir numa nova possibilidade. Alguns erros e acertos depois e surgiu a Camomila, em março de 2009. No primeiro bebê “slingado” numa peça feita por mim, eu tive a confirmação de que nenhum outro trabalho poderia me fazer mais feliz!

Quais as facilidades e dificuldades de empreender sendo mãe?
Para mim, entre as principais dificuldades está a capacidade de organização. Organizar tempo e espaço às vezes vira uma bagunça na minha mão e meu filho acaba indo na onda. Quando se empreende sendo mãe - e quando se faz isso no intuito de ficar mais perto dos filhos - você acaba ganhando mais responsabilidades tanto no âmbito profissional quanto no da maternidade, então se organizar é super importante para não confundir as coisas. Por outro lado, a maternidade é muito importante no meu trabalho porque ela me dá quase tudo o que eu preciso saber para entender meu público, que em sua maioria são mães também. Isso cria uma relação de proximidade com o cliente que é muito gostosa.

Qual o lado bom e o lado ruim?
O bom é poder participar da vida do meu filho sem precisar pedir permissão a um chefe sabe? Muitas vezes eu não cheguei a tempo de uma festinha ou não pude socorrê-lo na escolinha porque estava trabalhando. Sempre tive chefes super compreensivos, mas ainda assim não era a mesma coisa. Hoje, eu posso trabalhar e estar próxima quando ele precisar, nossa cumplicidade ficou ainda maior e hoje posso me manter muito mais atentas às suas necessidades.
O lado ruim está na dificuldade em se estabilizar, principalmente no começo. Não existe negócio que seja lucrativo logo de cara, tem que ter paciência e muita determinação. Depois há as dificuldades, os obstáculos que vão surgindo... Mas aí, vamos os superando como qualquer empreendedor.

O que é empreendedorismo materno para você?
Empreendedorismo materno é uma escolha. É escolher ser mãe e profissional integralmente, com toda coragem que isso exige, conciliando o que para tantos parece inconciliável.

Em sua opinião, por que as mães optam por este formato de trabalho?
Acredito que elas se sintam mais livres para exercer o papel de mãe como elas acham que deveriam ou como gostariam.  Muitas acabam trabalhando com o que gostam e isso incentiva muito.

Você acha este fenômeno algo positivo ou negativo para a vida das mulheres?
Eu acho super positivo! Cresci numa família de empreendedores e sou suspeita para falar - admiro muito o empreendedorismo. Mas, acima de tudo, tem que vir do coração, que é para dar a força e coragem necessárias. Nem tudo são flores e as dificuldades são muitas, mas elas também têm sua beleza: obrigam-nos a evoluir e isso é sempre positivo.

É um modo sustentável de conciliar carreira e maternidade?
Acredito que sim, desde que se leve a sério a nova carreira e não caia na onda de achar que vai ganhar rios de dinheiro e trabalhar menos, pelo contrário. Eu hoje trabalho muito mais e vivo períodos mais instáveis financeiramente, mas há outras compensações que eu não troco por nenhuma estabilidade!

Que dica daria a quem quer se tornar uma mãe empreendedora?
Pesquisar muito, planejar e amar o que pretende fazer.  Cultivar a paciência e ter claro o seu propósito, que é para não desistir no meio do caminho.


Gostou do trabalho da Letícia?
Entre em contato com ela!
Letícia Pacheco
chadecamomila.com
letícia@chadecamomila.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Equilibrar é um mito. Nós priorizamos!

Vejam abaixo a tradução livre que fiz do texto "The myth of balance", publicado originalmente no blog The Mom Entrepreneur.

Não ficou ao pé da letra, mas a idéia central está aí: mães empreendedoras não equilibram tudo. Somos mestras em priorizar!

A autora traz dicas para quem quer aprender a priorizar, tarefa cotidiana de quem tem filhos e trabalha.

Tradução livre do texto de Heather Lopez

Uma das perguntas mais comuns que se coloca para uma mãe empreendedora é: "Como você consegue conciliar tudo?" A resposta é: Eu não consigo. Eu estava conversando sobre isso com a minha nova amiga Vicky, que dirige uma conferência chamada Inspiration U (inspiração você, em inglês).

Nós estávamos trabalhando em idéias para uma oportunidade em potencial para ela falar em seu evento, e ambas percebemos quantas vezes as pessoas confundem equilíbrio com prioridade.

Vicky disse que o equilíbrio implica que você tem uma cota igual a cada parte, que quando você pensa sobre isso, é ao mesmo tempo irreal e sem sentido. Nós duas chegamos à conclusão de que o equilíbrio era um mito, ou seja, algo que as pessoas falam como se fosse real, mas não existe realmente.

Mostre-me alguém que afirma ter tudo planejado e eu lhe provarei que se trata de um mentiroso, ou pelo menos alguém em negação. Veja: nós queremos dar o nosso melhor, por isso, temos medo de compartilhar os momentos em que falhamos. Mas, todo mundo falha.

Quando eu pensei sobre o conceito de equilíbrio, eu também comecei a perceber por que as pessoas me perguntavam como eu faço isso. As pessoas têm a percepção de mim como uma empreendedor mãe malabarista com múltiplas responsabilidades, e eu tenho sido bem sucedidos em fornecer a ilusão de ter equilíbrio.

Mas se você me conhecesse, saberia que eu sou resistente, não equilibrada. Eu volto a subir no cavalo, cada vez que eu caio. Você pode ter uma rotina, mas há sempre aqueles acontecimentos inesperados que podem pegar você desprevenido. Ser resiliente significa ser capaz de voltar atrás a partir dos contratempos e superar os obstáculos.

Então vamos voltar para a idéia de prioridade. Quando você passa por um processo de priorização, você decide o que é mais importante para você e o que são as coisas mais sensíveis ao tempo.

Depois, cria um plano para suas ações. A priorização pode ser um processo diário para ajudá-la a ficar focada no que é importante.

Com este conceito, você não é obrigado a manter as coisas iguais e você cuida do que é mais importante primeiro.

Um dos oradores para as conferências do evento, Mike Michalowicz de The Toilet Paper Entrepreneur fama, publicou um post muito útil, que me ajudou com meu tempo priorizando negócio.

O resumo básico da idéia era que você:
Pegue um pedaço de papel e faça duas colunas.
Em uma coluna você escreve tarefas e na outra coluna, você coloca tipos.
Então você anota todas as suas tarefas, quando entrarem em sua mente sob a coluna tarefa.
Em seguida, na coluna de tipo, você coloca um sinal de $ ao lado de todas as tarefas que irá gerar renda nos próximos 30 dias.
Então você coloca um sinal de  ao lado as tarefas que vão fazer seus clientes felizes.
E então, cuida de tarefas com os símbolos de $$.
Então cuidar de tarefas com o símbolo de .
As tarefas com nenhum símbolo pode ser removidas da lista.

Você pode encontrar o post completo aqui: http://www.toiletpaperentrepreneur.com/managing-focus/do-more-stuff-in-less-time

Isso ajuda com a priorização de negócios, mas e o resto? Claro, seu negócio não é toda a sua vida, então como você vai fazer sobre priorizando sua vida também?

Bem, a primeira prioridade deve ser você. Como mãe, ficamos tão acostumadas com o auto-sacrifício, que nós colocamos de lado nossas próprias necessidades.

No entanto, se o burro está doente, quem vai puxar o carrinho? Mães felizes da raça homo felizis. Certifique-se de que você está recebendo pelo menos 15 minutos todos os dias, fazendo tudo o que você quer fazer.

Depois disso, se você estiver envolvido em um relacionamento significativo, você precisa se concentrar em fornecer tempo para o seu parceiro ou cônjuge. Se você está tão ocupado que nem um de vocês têm tempo para si, eventualmente, a comunicação vai quebrar e a proximidade irá se dissipar. Dê tempo a cada dia para mostrar a alguém especial como eles são importantes para você.

Deixe as crianças gravitar em torno de uma área que gostaria de focar. Isso ajudará eles a terem mais foco mais tarde na vida. Eu, pessoalmente, era uma daquelas que estava na dança, cheerleading, banda, etc, coral, natação, basquete anuário... Olhe para mim agora, achando quase impossível fazer 10 coisas diferentes simultaneamente. Eu poderia ter me beneficiaram de alguma direção, se tivesse focado anteriormente.

Eu não equilibro. Eu priorizo. Eu não sou equilibrada, sou resistente.