terça-feira, 26 de março de 2013

Mila e a Consultoria de imagem: por que você merece estar bem agora!

Mila Codato. Arquivo pessoal.
Se você é mãe, tem pouco ou nenhum tempo para se cuidar, não vê a hora de se dedicar um pouco mais a você mesma e ficou curiosa para saber o que é uma consultoria de imagem, seja bem vinda!

Nesta entrevista, Mila Codato, que é consultora e tem um trabalho todo especial voltado para as transformações vividas por mulheres com a maternidade, explica que seu trabalho tem como foco fazer a cliente “ganhar tempo, sentir-se bem e segura, economizar investindo apenas no necessário e no que potencializa sua beleza natural”.

Ela conta que parar para pensar em sua imagem pessoal é como dominar uma nova linguagem. “Você aprende a compor o que a representa, economizando tempo e dinheiro”, explica Mila, que trabalha oferecendo cursos e workshops e também atendimentos individuais. “Vivemos numa era visual. Saber o que a valoriza, a torna capaz de alinhar seu interior com o seu exterior, podendo escolher como quer se ver e ser vista. É uma forma de trabalhar a autoestima e confiança”, completa.

Nesta entrevista, ela conta que é especial ser mãe e cuidar de outras mães. E deixa uma dica preciosa: “Não espere o momento certo para cuidar um pouco de si. Você merece estar bem agora. Um lema que faz muito sentido pra mim é: mãe feliz = bebê feliz. Permita-se!”.
Mila Codato. Divulgação.

Ficha da mãe empreendedora
Nome: Milena Codato
Nome e idade dos filhos: Aurora 2a10m
Empreendimento: Mila Codato Imagem Pessoal
Contatos: 99305-8266 / milacodato@gmail.com
Site ou Fanpage


Confira a íntegra da entrevista de Mila.

(1) O que é o projeto? No que consiste exatamente seu trabalho?
A Consultoria de Imagem te ajuda a construir um discurso visual alinhado à sua personalidade, ao seu estilo de vida, suas atividades e ao meio em que circula. É um processo de descobrir como definir um estilo e fazer aquisições certeiras de acordo com o que te valoriza visualmente. Saber qual modelagem é melhor para o seu tipo físico, as cores que harmonizam com sua cor de pele, olhos e cabelo, facilitam a vida na hora de se vestir de manhã. A ideia é que tudo o que tenha em seu guarda-roupa te deixe linda e seja versátil pra render várias composições. O foco é ganhar tempo ao se vestir, sentir-se bem e segura, economizar investindo apenas no necessário e no que potencializa sua beleza natural.

(2) Por que é importante para mulheres, mães e gestantes cuidar da sua imagem pessoal?
Com a maternidade o foco deixa de ser você mesma e passa a ser seu filho. Existem as mulheres que se rendem à correria e à necessidade de conforto/mobilidade e se perdem no desleixo. E outras que numa tentativa de acompanhar seu “novo eu” acabam investindo em muitas peças, mas pouco versáteis e se limitam a usar de fato 10 a 20% de seu guarda-roupa. O resto está muito grande, ou muito pequeno ou não condiz com suas atividades atuais. Parar para pensar em sua imagem pessoal é como dominar uma nova linguagem. Você aprende a compor o que a representa, economizando tempo e dinheiro.
Vivemos numa era visual. Saber o que a valoriza, a torna capaz de alinhar seu interior com o seu exterior, podendo escolher como quer se ver e ser vista. É uma forma de trabalhar a autoestima e confiança.

Mila Codato. Divulgação.
(3) É comum quando uma mulher se torna mãe haver uma transformação de sua autoimagem e por isso, precisar de uma reflexão sobre isso?
A mulher, quando se torna mãe, tem bem menos tempo para si, de se arrumar, escolher roupa, acessórios, maquiagem, arrumar o cabelo. Então um desafio é ficar pronta em poucos minutos. Outra questão importante é que a mulher está passando por um momento potencialmente difícil, de deixar o filho bem acomodado, se reencontrar profissionalmente, lidar com um guarda-roupas que, possivelmente, não é mais 100% compatível com o que ela é e com suas novas demandas, com as mudanças corporais decorrentes da gravidez. São muitas questões…
Essa semana, ouvi uma frase muito significativa de uma mulher que depois da maternidade separou uma mala de roupas para a cunhada. Ao olhar as peças, a cunhada perguntou: “Mas essa peça é Linda. Ainda serve, não? Porque quer se desfazer?” Ela respondeu: “Ela ainda serve, mas não veste!”.

(4) Que tipo de retorno você verifica depois que desenvolve seu trabalho com mulheres e mães?
Prefiro responder a essa pergunta com um dos feedbacks que recebi transcritos, pode ser?
"Quando conheci a Milena, estava numa fase de transição importante: muitas mudanças no trabalho e alteração total da minha rotina, pois havia me tornado mãe há alguns meses. Eu não me reconhecia mais nas minhas roupas e, quando me olhava no espelho, sentia que a imagem não combinava mais comigo. As roupas e os acessórios que eu tinha, e que eram tão familiares, agora pareciam formais demais e pouco práticos para a minha nova vida. Então, uma pessoa bem próxima me contou o quanto estava feliz depois de ter aprendido com a Milena a aprimorar a própria imagem, e eu resolvi procurá-la. Foi uma das melhores decisões que já tomei! Ela orientou a adaptação da minha imagem à “nova eu”, sempre respeitando o meu próprio gosto, as minhas características e o meu estilo pessoal. O trabalho com as cores traz resultados maravilhosos e foi ótimo descobrir que muitas roupas que eu já tinha poderiam ser aproveitadas, se usadas de maneira diferente. Aprendi muito sobre mim mesma nesse processo e continuo a colocar em prática esse aprendizado.
FLÁVIA, 35 ANOS, FUNCIONÁRIA PÚBLICA, MÃE DE UMA MENINA DE 3 ANOS"

(5) Como você concilia a vida de mãe e empreendedora?
Mila Codato. Divulgação.


Antes de ser mãe já havia passado por uma mudança de rumo profissional e trabalhava como autônoma há 3 anos, o que facilitou demais minha escolha em me dedicar um ano somente à maternidade. Quando minha filha estava com 10 meses, procurei uma cuidadora para me ajudar com ela durante o dia. Aos poucos fui adaptando minha rotina. Hoje Aurora está quase com três anos. Pela manhã me dedico às questões da família e casa. À tarde, trabalho num esquema home-office e atendo minhas clientes. aos finais de semana e à noite, conto com o apoio do meu marido.

(6) É especial ser mãe e cuidar de outras mães para que elas se conheçam e encontrem melhores caminhos e escolhas nas suas vidas? Por quê?
Sem dúvida. Vivenciei todas essas questões mesmo com o conhecimento prévio que tinha. A maternidade é uma ótima oportunidade para restabelecer/repensar sua relação consigo mesma e com o mundo. É um compromisso que tenho em ajudar outras mulheres a enxergar e transpor a nova fase sob uma ótica positiva e de autoaceitação.


(7) Por fim, gostaria de deixar alguma dica para as mães empreendedoras que leem o nosso blog?
É um privilégio poder ver nossos filhos crescendo assim pertinho da gente. Certamente uma escolha que vale a pena. Não espere o momento certo para cuidar um pouco de si. Você merece estar bem agora. Um lema que faz muito sentido pra mim é: mãe feliz = bebê feliz. Permita-se!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ESPECIAL: Mães empreendedoras cuidam de outras mães no pós-parto

Toda mãe passa pelo complexo período do pós-parto. Chamado genericamente assim, este é um momento único na vida de cada mulher. Isso porque cada uma tem uma trajetória, uma história de vida própria, um filho que é único (mesmo que seja o segundo ou o terceiro) e que acontece em um contexto também único da vida das pessoas envolvidas, da família e também da sociedade.

São múltiplos os fatores (sociais, emocionais, físicos, familiares e etc) envolvidos no processo que se chama de pós-parto. Por isso, cada uma e todas as mães deveriam ter uma atenção especial de familiares, amigos e companheiros(as) neste momento.

Pensando nisso, mulheres que são mães e já passaram por este momento criaram produtos e serviços para atender e acolher mães neste momento tão delicado. Vamos conhecer um pouco sobre o trabalho de Priscila Castanho, da Abraço Materno; Rosangela Alves, da Sampa Sling; Tatiana Tardioli, da Dança Materna; Isadora Canto, do Projeto Acalanto; Ligia de Sica, da Bebechila; e Cris Toledano, psicóloga e coordenadora de grupos de apoio ao pós-parto.

Priscila, da Abraço Materno

“Uma mãe acolhida, cuidada, ouvida e acariciada é com certeza a melhor forma de viver uma maternidade feliz e plena. E isso reflete diretamente nos cuidados com o bebê, seu crescimento e desenvolvimento”, afirma Priscila Castanho, da Abraço Materno. A empresa oferece massagens em gestantes, no pós-parto e dá cursos de Shantala, a massagem para bebês. Além disso, Priscila atende como doula pós-parto.

Rosângela, da Sampa Sling
Rosangela Alves, da Sampa Sling costuma visitar e receber visitas de mães e pais recentes nas consultorias que oferece em sistema de plantão ou nas Slingadas, onde apoia pais, mães e cuidadores a promoverem o uso correto dos carregadores de bebês. “É um período tão complexo, que tudo está misturado. As famílias chegam até mim procurando ajuda com o sling e terminamos falando de amamentação, relacionamentos, intervenções familiares, modos de cuidar, higiene do bebê e tudo mais que você possa imaginar”, conta.

Tatiana, da Dança Materna
Transformação e solidão

Com uma coisa todas concordam: trata-se de um período muito especial e, em geral, rondado por medos, angústias e inseguranças. “Esta é uma fase muito peculiar da vida, onde há uma grande quebra do que era a vida que a mulher tinha antes de ter o bebê, a imagem que tinha dela mesma, em relação ao momento presente, que exige dedicação total ao pequeno e um contato extremo com ela mesma, que muitas vezes leva à revisão de seus conceitos e crenças. Isto pode ser muito transformador se tomado como uma grande oportunidade de autoconhecimento, mas pode também ser um terreno muito árduo de se transitar se ela ficar muito sozinha. Nem sempre há pessoas próximas com disponibilidade de tempo para apoiar a mulher nesta fase da vida”, afirma Tatiana Tardioli, idealizadora da Dança Materna.

Para ela, por mais que a família e os amigos mais próximos queiram estar presentes, estão “no tempo do mundo, do dia a dia corrido”, enquanto a  mulher experimenta no pós-parto uma outra relação com o tempo, os espaços que antes frequentava e mesmo com as pessoas. “Precisa conviver com outras mães recentes e compartilhar experiências. Ser acolhida em suas dúvidas, medos, alegrias, variações de humor e tudo o mais que vem nesse período que dura muito mais do que os 40 dias "oficiais". É importante para que ela possa ser reinserida na vida social, e se sinta apoiada, compreendida e acolhida e que viva estes  primeiros tempos com o bebê inteiramente em toda sua intensidade. Se ela tiver o apoio do marido nesse sentido, será de fundamental importância”, afirma Tatiana.

Mães: uma tribo

A psicóloga argentina Laura Gutman afirma esta necessidade: de as mães estarem em grupo, para compartilhar experiências e se apoiarem: “Nenhuma mãe deveria estar sozinha com um filho pequeno nos braços. A espécie humana foi desenhada para andar em manadas, em tribos. Nós, mães modernas, precisamos organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão”, disse ela em entrevista o site Mamatraca.

A psicóloga paulistana Cris Toledano, desde 2008, organiza grupos com esta intenção. O grupo de encontro e acolhimento de mulheres no pós parto é um grupo de mulheres que acabaram de experimentar a chegada do seu bebê. “A troca, neste momento intenso e cheio de novidades, além de rica é reconfortante; ajuda a apaziguar a solidão, as dúvidas, os medos e anseios tão comuns neste momento da vida”, afirma ela em seu blog.

Isadora Canto, do Projeto Acalanto
Troca e vínculo

Para Tatiana, estar em grupo é fundamental e realizar uma atividade como a dança traz outros benefícios. Ela conta que a dança promove um espaço de diálogo entre as mulheres; favorece o vínculo com o bebê (que nem sempre é imediato, ao contrario da expectativa que se tem); contribui para que a mulher se empodere a partir da troca de experiências, no que se refere às decisões que toma sobre como maternar seu bebê; viabiliza um encontro com ela mesma, com momentos onde vai poder se cuidar, com auto-massagem, alongamento, e outros recursos que propiciarão que ela se sinta em casa neste corpo que muda tanto quanto suas emoções, desde que ela engravidou; possibilita que ela viva momentos felizes dançando com seu bebê, independente do contato que ela tenha ou não com a dança anteriormente; e ensina estratégias que ela vai poder usar em casa para cuidar dela mesma, acalmar o choro do bebê e fazê-lo dormir.

Isadora Canto, mãe, cantora, compositora e idealizadora do Projeto Acalanto também acredita que uma atividade artística pode contribuir para o vínculo entre mãe e filho recém-chegado ou ainda na barriga. No Projeto Acalanto, ela usa canções, composições e atividades musicais para construir a comunicação entre mãe e bebê desde a gestão.

Ligia de Sica, da Bebechila
“Desde o ventre, o bebê já começa a escutar sons do mundo exterior, por isso, ainda no útero já pode começar a ser acariciado com canções. Os benefícios para o bebê e para a mãe são inúmeros. Podemos citar como exemplos mais gerais o fortalecimento do vínculo afetivo, o elo entre mãe e filho, a fluidez na comunicação desde a barriga. Especificamente, podemos citar a entrada da mãe no universo infantil (muitas mães só tem contatos com seus bebês nos exames de ultrassonografia), o incentivo ao diálogo, a estimulação do imaginário materno com o contato com o mundo infantil”, afirma a artista em seu site.

Em um sentido - podemos dizer - mais "prático", relacionado às pequenas inseguranças do dia-a-dia, Ligia de Sica oferece apoio e conforto às mamães, por meio da Bebechila. "As mochilas, bolsas e acessórios da Bebechila tem como intenção dar conforto e segurança para as mães. Neste comecinho de vida materna, muitas mulheres não se sentem à vontade para sair com o bebê para passear. A ideia dos nossos produtos é ajudar a mãe no sentido de conduzi-la a um passeio com tranquilidade e segurança, já que certamente ela estará levando tudo que precisa para cuidar de seu bebê", explica Ligia. Os compartimentos e divisórias das malas e mochilas são pensados de acordo com cada ocasião de saída com os bebês, desde a maternidade até os passeios mais curtos, passando pelos momentos da alimentação e da higiene.

Ela explica como um produto como a Bebechila pode ajudar no vínculo entre a mãe e o bebê. "Quando a mãe se sente segura para sair, ela entende que seu filho não é apenas um pequeno ser que demanda atenção todo tempo, mas pode ser uma agradável companhia para passeios deliciosos. Além disso, livre de preocupações - como uma lista de coisas para lembrar toda vez que tem que sair - ela libera espaço emocional e energia para se dedicar mais ao filho. Além do que, na prática, a mochila libera as mãos e o corpo para ficarem disponíveis para o bebê que é o mais importante", afirma, acrescentando que, no caso da Bebechila, o conforto, o vínculo e o cuidado extrapolam o pós-parto e acompanham mães e filhos por bastante tempo.


Estes são alguns exemplos de mães empreendedoras que estão preocupadas com o bem-estar de outras mães e que fazem de sua sabedoria e seus aprendizados um trabalho para transformar a vida de outras mães.

Conhece uma mãe empreendedora que ajuda outras mães? Escreva pra nós e sugira um post com ela aqui no blog!